Thursday, December 30, 2010

EZLN


Rincón Zapatista NL, invita a celebrar el Grito Digno del ¡Ya Basta!

RINCON ZAPATISTA-NUEVO LEÓN

Tapia 1538 A, entre Julián Villarreal y Héroes del 47, Centro de Monterrey.

Ven a CELEBRAR con nosotros


EL GRITO DIGNO Y REBELDE ZAPATISTA DEL ¡YA BASTA!

El domingo 2 de enero de 2011
De las 2 de la tarde a las 8 de la noche.

PROGRAMA.

4:00 de la tarde

DEL CICLO DE CINE: “LA DIGNIDAD REBELDE”

3 excelentes películas cortas: “Somos gente del maíz”, “Porque somos origen de acá”, Territorio zapatista: “Nuestro futuro que viene”.

5:00 de la tarde

BREAKDANCE

6:30 de la tarde

Convivio con tamales, pastel y ponche.

Entrada Libre


¡VIVAN LAS COMUNIDADES ZAPATISTAS!
¡VIVA EL EJÉRCITO ZAPATISTA DE LIBERACIÓN NACIONAL (EZLN)!
¡ALTO A LAS AGRESIONES MILITARES, PARAMILITARES Y DEL PRI, PAN Y PRD CONTRA LAS COMUNIDADES ZAPATISTAS!

RINCONZ.NL@GMAIL.COM

HTTP://RZNUEVOLEON.IDEOSFERAS.ORG

Wednesday, December 29, 2010

EM NOME DO DESESPERO

Duas pequenas bombas explodiram em frente à sede da Liga Norte, partido de direita membro da coligação do Governo italiano, sem fazer vítimas.
A Liga Norte, de Umberto Bossi, é um partido que tem feito do combate à imigração a sua bandeira. Bossi vive a um quarteirão da sede do seu partido.

Segundo a polícia, os responsáveis por este ataque deverão ser elementos do mesmo grupo anarquista que na semana passada enviou pacotes armadilhados a três embaixadas em Roma, deixando duas pessoas feridas, um delas com gravidade.

FILHOS DA PUTA


A partir de dia 1 só continua isento quem não receber mais que o SMN
Parte dos desempregados e pensionistas perdem isenção de taxas moderadoras na saúde
29.12.2010 - 09:50 Por PÚBLICO

Só os desempregados que recebam um subsídio de desemprego não superior ao salário mínimo nacional vão manter, a partir do início de 2011, direito à isenção de taxas moderadoras na saúde.
Muitas dezenas de milhares vão perder isenções

(Rui Gaudêncio/ arquivo)

Até agora, todos os desempregados inscritos nos centros de emprego, bem como os seus cônjuges e filhos menores, tinham direito àquela isenção. Mas a partir de sábado, 1 de Janeiro, deixa de ser assim, segundo noticia a imprensa económica de hoje. Os cônjuges e filhos menores dependentes também perdem esse direito.

Por outro lado, os cônjuges dos reformados com pensões de reforma inferiores ao valor do salário mínimo nacional estavam até agora isentos daquelas taxas, mas a partir de sábado muitos perdem esse direito, revela o Jornal de Negócios. Só o manterão no caso de também terem rendimentos inferiores ao salário mínimo.

Estas novas regras decorrem da nova lei de condição de recursos, publicada no Verão, que fazia depender a isenção das taxas moderadoras dos rendimentos globais. Mas só desde ontem, com a publicação destas medidas em Diário da República, ficou a saber-se em que moldes.

Aquela lei alargou o conceito de “rendimento”, englobando os de todos os elementos das famílias e incluindo apoios como o subsídio de desemprego e juros de depósitos bancários.

Não é ainda possível saber o número de pessoas serão afectadas pelo diploma publicado ontem, mas haverá muitas dezenas de milhares. O Diário Económico lembra que o valor médio do subsídio de desemprego ronda actualmente os 480 euros (o SMN fica no 485 no dia 1), segundo os últimos dados da Segurança Social, enquanto um estudo recente citado pelo Negócios revelava que 60 mil desempregados recebiam subsídio superior a 628 euros por mês.

Tuesday, December 28, 2010

Póvoa offline

AI, OS BLOGUES

tos sobre telemóvel defeituoso
Empresa enfrenta chuva de críticas por intimar ex-cliente a apagar textos de blogue
28.12.2010 - 17:57 Por João Pedro Pereira

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1 de 1 notícias em Tecnologia
A Ensitel, uma cadeia de lojas portuguesa que vende aparelhos de electrónica, intimou judicialmente uma ex-cliente a apagar textos do seu blogue pessoal, que criticavam a actuação da empresa. O resultado foi uma avalancha de críticas na blogosfera, no Twitter, Facebook, YouTube e outras redes sociais.
As críticas espalharam-se rapidamente pelas redes sociais (Thierry Roge/Reuters)

A explosão de críticas começou esta segunda-feira, quando Maria João Nogueira, autora do blogue jonasnuts.com e ex-cliente da Ensitel, escreveu que a empresa lhe tinha enviado uma providência cautelar para que retirasse uma série de seis textos relativos à empresa e escritos ao longo de 2009.

Nestes textos, Maria João Nogueira narra que a empresa se recusou a trocar um telemóvel defeituoso e que, após uma série de tentativas de troca e de devolução do dinheiro, o caso acabou em tribunal, onde o juiz deu razão à Ensitel.

Maria João Nogueira, que já tinha sido contactada pelos advogados da Ensitel, escreveu no texto desta segunda-feira: “Os senhores cumpriram a ameaça, e no dia 22 recebi a tal citação pessoal, que é um documento de 31 página[s] (sim, 31) em que sou intimada pelo tribunal a constituir um advogado, e é um procedimento cautelar”. A autora do blogue tem desde a recepção do documento dez úteis para constituir advogado e contestar a providência cautelar.

A sucessão viral de reacções que se seguiu à publicação no blogue deve-se em parte ao facto de Maria João Nogueira ser responsável pela gestão da comunidade de blogues do portal Sapo e uma presença frequente nos círculos da blogosfera e das redes sociais portuguesas.

"Não estou satisfeita com nada disto, a verdade é essa", observou ao PÚBLICO Maria João Nogueira. "Para mim o tema já estava morto e enterrado. No dia em que escrevi o post a descrever o último episódio não voltei a escrever sobre o assunto. Eu não queria colocar em causa a reputação de ninguém, eu queria partilhar a minha experiência enquanto consumidora daquela empresa. Fi-lo enquanto durou essa experiência, depois passou, abandonei o tema, nunca me ocorrendo que isto pudesse resultar na actual situação."

A autora, porém, diz estar "obviamente satisfeita com as inúmeras mensagens de apoio".

O advogado Manuel Lopes Rocha, da sociedade de advogados PLMJ, explicou ao PÚBLICO que os casos que se passam na blogosfera se desenrolam “como em qualquer outra situação” deste tipo. “O juiz avaliará se há ou não difamação. Se [os textos] forem factuais, não vejo por que hão-de ser apagados”.

O PÚBLICO contactou a empresa, que remeteu todas as explicações para um comunicado, que foi entretanto distribuído na tarde desta terça-feira e que está também disponível na página da empresa no Facebook (onde se acumulam os comentários depreciativos, bem como várias queixas de que alguns comentários anteriores foram apagados pela empresa).

No comunicado, sucinto, lê-se: “A Ensitel não põe minimamente em causa qualquer tipo ou forma de liberdade de expressão, mas repudia, rejeita e não aceita ser alvo de uma autêntica campanha difamatória, assente em factos absolutamente falsos que têm como único intuito denegrir a imagem e boa reputação que a Ensitel construiu ao longo de 21 anos, apenas porque o cliente não se conformou com uma decisão judicial que lhe foi desfavorável.”

No Facebook há ainda uma página para criada para criticar a empresa. Já no YouTube foi publicado um vídeo que parodia o caso, sob o título EnSHITel. No FourSquare (um serviço que permite aos utilizadores assinalarem os locais onde estão), um utilizador escreveu: “Esta e uma empresa que processa os seus clientes para removerem opiniões negativas sobre a empresa, nos seus blogs pessoais!!! COMPRAR NA ENSITEL?! Nao obrigado!” [SIC].

ENLACE ZAPATISTA


El pueblo organizado de Mitzitón denuncia ataque de paramilitares.
Pueblo Organizado de Mitzitón, Chiapas. Adherente a La Otra Campaña. 26 de diciembre de 2010.

A la Comisión Sexta
A las Juntas de Buen Gobierno
Al Congreso Nacional Indígena
A la Sexta Internacional
A tod@s l@s adherentes A la Sexta Declaración de la Selva Lacandona
A los Centros Derechos Humanos No Gubernamentales
A los medios libres e independientes


Primero que nada reciban un saludo que mandamos hombres, mujeres, niñas, niños y personas mayores del pueblo organizado de Mitzitón adherente a La Otra Campaña. En estos días que son de fiesta en muchos lugares, nuestro corazón está fuerte pero a la vez no vivimos tranquilos por todas las cosas que nos hacen los paramilitares. Esta vez, como ante hemos hecho, escribimos para denunciar los ataques que recibimos de parte de los paramilitares del Ejército de Dios “Alas de Águila”.

El pasado día 23 de diciembre cerca de las 6:30 de la noche, fueron atacados cuatro de nuestros compañeros que se dirigían a la casa ejidal. A pocos metros de llegar los alcanzaron un grupo de aproximadamente 20 paramilitares, como estaba oscuro no se pudo reconocer a todos, pero si miró bien que ahí estaban Miguel Díaz Gómez, Luis Rey Pérez Heredia, Carmen Gómez Gómez, Feliciano Jiménez Heredia, Roberto Jiménez Heredia, Victor Heredia Jiménez, Tomás Díaz Gómez y Julio Hernández Gómez.

Estos paramilitares comenzaron a golpear a nuestros compañeros y 3 de ellos forcejeando y luchando se lograron escapar que son Manuel de la Cruz Vicente, Julio de la Cruz Vicente, Lucio de la Cruz Vicente, ellos quedaron bien golpeados y le rajaron su cabeza por que no solo los golpearon con sus puños sino también con palos y piedras. Pero el compañero Domingo de la Cruz Vicente no se logró escapar y a él se lo llevaron a donde está la casa de Francisco Gómez Díaz y Gregorio Gómez Jimémez donde los paramilitares ya hicieron una cárcel para irnos encerrando. Es como una reja de metro y medio donde lo metieron y ahí lo bañaron de gasolina, lo orinaron, lo desnudaron y lo siguieron golpeando como una hora. Este compañero se encuentra terriblemente golpeado, lo trataron como ni a un animal se debe tratar, y ya bien maltratado lo llevaron a una camioneta cerca de la casa ejidal y ahí lo dejaron.

A eso de las 8:30 de la noche se pusieron a hacer un tiroteo cerca de donde está nuestro letrero de Adherentes a La Otra Campaña, se oyeron bastantes disparos tal vez vaciaron unos dos cargadores. Como a eso de las 11 de la noche ya estaban los 4 compañeros golpeados en su casa, ahí llegaron otra vez los paramilitares queriendo sacarlos de sus domicilios para quererlos matar. Llegaron dos camionetas sin luz. Hay dos entradas para su casa y cuando lo vieron el carro sin luz, se escondieron y ahí lo alcanzaron a escuchar que dicen esos paramilitares. Y los vieron que los paramilitares Roberto y Feliciano se pusieron a echar bala como a 300 metros de la casa.

Después ya en la madrugada como a las dos hicieron otro tiroteo en la casa de Gregorio. Desde esa noche ya casi todas las noches está disparando y las balas han pasado cerca de casa de nuestros compañeros entre ellos del compañero Pedro Díaz Gómez.

Donde está la justicia, el castigo a los que violan los derechos que tanto presume el mal gobierno del Estado y Federal. Ya tenemos muchas denuncias públicas, con eso es suficiente para que ellos investiguen, ya hemos dado pruebas y levantando denuncias ante las autoridades de las agresiones, de la tala clandestina y toda clase de delitos que esos paramilitares cometen en contra de nosotros y no hace nada, ni cumple su palabra, por que para él su palabra no vale nada, por eso vienen aquí sus representantes y firman acuerdos y luego se hacen como si no pasó nada.

El mal gobierno anda diciendo que es problema religioso, una vez más queremos que quede bien claro que nosotros respetamos la creencia de cada quien, con lo que no estamos de acuerdo y no vamos a permitir es que se sigan cometiendo delitos en nuestra comunidad y se siga utilizando al Ejército de Dios “Alas de Águila” para atacarnos y detener nuestra lucha y nuestra organización y camino hacia la autonomía y los derechos que tenemos como pueblo indígena que somos.

Este domingo 26 de diciembre nos reunimos en asamblea general donde se acordó exigir el acuerdo firmado con los funcionarios del mal gobierno en la fecha del 05 de julio de este año y que hasta ahorita no ha cumplido la reubicación de los paramilitares, el gobierno en ese papel pidió un mes para que ellos negociaran con los del Ejército de Dios y hasta ahora no han hecho nada.

El pueblo ya tomó su decisión, ya está cansado de tanta tortura y amenazas. Vemos como esos paramilitares se sienten cada vez más fuertes y por eso andan golpeando y disparando, buscando provocarnos. Si algo llega a suceder en nuestro pueblo el responsable directo será Juan Sabines Guerrero y Felipe Calderón Hinojosa, por dar impunidad a delincuentes paramilitares y no cumplir su promesa lo que prometió y firmo al pueblo de Mitzitón.




ATENTAMENTE

Pueblo Organizado de Mitzitón, Adherente a La Otra Campaña.

ISTO COMEÇA A ARDER


grazia tanta grazia tantagrazia.tanta@gmail.com

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Sent: Tuesday, December 28, 2010 10:05:00 PM
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Porque é que a violência do governo não haverá de ter respostas à altura ?

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A28: cabine de pórtico de portagem foi incendiado com pneus

A cabine do pórtico para cobrança de portagens na A28 em Neiva, Viana do Castelo, foi vandalizada na madrugada de sábado, através da colocação de pneus a arder, informou este domingo fonte dos bombeiros, noticia a Lusa.
Segundo a fonte, a ocorrência registou-se perto das 5:00, tendo os bombeiros ocorrido ao local por duas vezes, a primeira das quais para apagar as chamas e a segunda a pedido da concessionária da A28, para abrir a porta da cabine.

A Lusa contactou a Via Verde, concessionária da A28, que se escusou a revelar se o incêndio afectou a corrente eléctrica e, assim, inviabilizou a cobrança de portagens, remetendo eventuais esclarecimentos adicionais para segunda-feira.

Aquele pórtico tem sido contestado por servir a maior zona industrial do concelho de Viana do Castelo, sendo muitas as vozes que já exigiram a sua remoção.

Os veículos da classe 1 pagam 75 cêntimos pela passagem naquele pórtico, subindo os preços para 1,25 euros, 1,65 e 1,80 consoante as viaturas forem da classe 2, 3 ou 4, respectivamente.

http://diario.iol.pt/sociedade/a28-vandalismo-portagens-scut-portico-tvi24/1221331-4071.html

A concessionária Litoral Norte e a Operadora ViaLivre da A28 (Matosinhos/Viana do Castelo) «repudiaram» esta terça-feira os actos de vandalismo levados a cabo contra as estruturas de portagem nesta estrada, o último ocorrido esta madrugada em Esposende.
A posição das empresas, que têm a responsabilidade na gestão e na operacionalização da cobrança de portagens, surge na sequência de mais um acto de vandalismo, ocorrido esta madrugada contra um pórtico localizado na A 28, em Esposende.

O acto foi perpetrado «por dois homens encapuzados que atacaram a tiro o pórtico», explicou a concessionária em comunicado, adiantando que comunicou o ocorrido à GNR que «já está a investigar o caso».

Segundo as empresas, o «ataque não afectou o sistema que continuou a funcionar como habitualmente».

A concessionária afirma ainda que se reserva o direito de «agir judicialmente para apuramento das responsabilidades» de forma a ser «ressarcida pelos danos causados».

São já dois os actos de vandalismo contra as portagens na A 28, sendo que o primeiro ocorreu na madrugada de sábado, na cabine do pórtico para cobrança em Neiva, Viana do Castelo.

Aquela estrutura, que tem sido contestada por servir a maior zona industrial do município de Viana do Castelo, foi vandalizada através da colocação de pneus a arder.

«Autismo» do Governo

A Comissão de Utentes do Litoral Norte disse, entretanto, à Lusa que os actos de vandalismo contra os pórticos da A 28 são consequência da «posição autista dos políticos», quando decidiram portajar as Scut.

«Não quiseram dialogar com ninguém e agora, quase inevitavelmente, acontece isto», frisou.

José Rui Ferreira justifica que estas atitudes surgem «perante um quadro de desespero» dos automobilistas que diariamente circulam naquela via.

É que as portagens na A 28, a estrada que liga Viana do Castelo a Matosinhos, tem-se «traduzido num encargo para as famílias e empresas que agora estão a reagir desta forma», aponta o porta-voz das comissões de utentes.




Perante este cenário, o representante da Comissão de Utentes diz não ter ficado surpreendido com estes actos.

Ainda assim, José Rui Ferreira fez questão de lembrar que o movimento criado para contestar a colocação de portagens nas antigas Scut «sempre promoveu iniciativas dentro de um quadro de legalidade».

O porta-voz da comissão termina dizendo que «acredita» que outros actos destes se possam repetir nestas vias.



http://diario.iol.pt/sociedade/a28-portagens-portico-vandalismo-gnr-tvi24/1221915-4071.html

Monday, December 27, 2010

DA RTP


From: ant.carneiro@sapo.pt
To: ;
Subject: Fw: VAMOS FECHAR A RTP
Date: Mon, 27 Dec 2010 16:08:13 +0000



Subject: VAMOS FECHAR A RTP




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> Assunto: Fwd: VAMOS FECHAR A RTP
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> SE ÉS PORTUGUÊS E GOSTAS DE PORTUGAL TENS O DEVER DE FAZER ALGUMA COISA.
> CHEGA DE SERMOS ALDRABADOS, ROUBADOS, GOZADOS.
> CHEGA DE FALTAS DE RESPEITO POR QUEM TRABALHA.
> O LUÍS NAZARÉ DISSE QUE BASTAVA QUE PRIVATIVASSEM A RTP PARA NÃO HAVER
> ESTA AVALANCHE DE CORTES NAS RECEITAS E AUMENTOS DE IMPOSTOS.
> EM VEZ DISSO , O GOVERNO QUER AUMENTAR EM 30% A TAXA DE AUDIOVISUAL
> DEBITADA NA FACTURA DA EDP PARA PAGAR OS ORDENADOS MILIONÁRIOS DOS
> FUNCIONÁRIOS DA RTP, por ex .:
>
> Judite de Sousa: 15.000,00 EUR / mês x 14 meses
> Catarina Furtado: 25.000,00 EUR / mês x 14 meses
> Malato: 20.000,00 EUR / mês x 14 meses
> O escritor: 16.000,00 EUR / Mês x 14 meses
> O chefe de programação: 17.000,00 EUR / mês x 14 meses etc ...
>
> Por outro lado um casal que tenha 1 filho e ganhe no seu conjunto
> 800,00 EUR mês é-lhe retirado o abono de família.
>
> Esta gente está no seu perfeito juízo?
> Devem estar a gozar com a nossa cara. Até aqui pensaram que eramos
> todos estupidos. Agora pensam que somos parvos. E se este orçamento
> passar a culpa é dos todos os portugueses que deixam o país ser gerido
> por estes politicozinhos provincianos que nunca geriram nada, que não
> sabem nada, que levaram o país à falência, que fizeram leis para terem
> 2, 3 e 4 reformas e deixar o povo à míngua.
>
> ESTAMOS A VIVER A DITADURA DA DEMOCRACIA DE LADRÕES.
> VENHA O FMI. VENHA BRUXELAS. VENHA A ALEMANHA. VENHA ESPANHA. VENHAM
> TODOS GOVERNAR ESTE PAÍS.
> POLÍTICOS PORTUGUESES DEMITAM-SE.
> VENDAM A RTP. FECHEM A RTP. NÃO NOS ROUBEM O PÃO NOSSO DE CADA DIA.
> DEIXEM-NOS VIVER COM DIGNIDADE. DEIXEM VIVER OS NOSSOS FILHOS PORQUE
> TÊM ESSE DIREITO. NÃO NOS ASFIXIEM MAIS.
>
> REPASSA PARA QUE CIRCULE POR TODO O PAÍS.
>

EXPLOSÃO E REVOLTA, AH!AH!


António Barreto e Boaventura Sousa Santos
Sociólogos dizem que portugueses receberam a crise com surpresa mas podem passar à "explosão"
27.12.2010 - 11:34 Por Lusa

A crise foi-se instalando e apanhando os portugueses de surpresa. Primeiro é a estupefacção e a inacção ditadas pelo medo instaurado por um passado recente sem democracia, depois é a “explosão”, comentam os sociólogos António Barreto e Boaventura Sousa Santos.
Para António Barreto, o problema do país é a dependência do Estado e das organizações públicas (Foto: Paulo Pimenta)

Os dois sociólogos justificam a aparente calma da sociedade portuguesa, num contexto de agravamento de crise e de escalada de violência em manifestações pela Europa, com a falta de tradição organizativa e excessiva dependência do Estado.

“O ano 2010 é um ano de susto, em que os portugueses foram apanhados de surpresa. Um ano de medidas de austeridade aplicadas gradualmente e que não tiveram um efeito pleno na vida dos portugueses, como tiveram em países como a Grécia, onde as medidas foram particularmente drásticas”, afirmou Boaventura Sousa Santos.

Além disso, Portugal não tem tradição organizativa, considera o sociólogo, lembrando que o país viveu metade do século XX sem democracia e que, por isso, as pessoas continuam a ter medo e a viver como num regime de ditadura.

“É natural que algo aconteça a partir do momento em que estas medidas possam entrar não só no bolso, mas na cabeça das pessoas e estas percebam que estão a ser roubadas para que o sistema financeiro e os bancos continuem a ganhar rios de dinheiro e a fazer disparar o consumo ostentatório que tem neste Natal um dos pontos mais altos desde 2008”, afirmou.

Boaventura Sousa Santos acredita que as “coisas vão piorar” e que “se não houver inflexão vai-se assistir a uma situação explosiva nos próximos anos”.

Na opinião do sociólogo, Portugal não é dos países que “mais se ofendem, pois viveu muito tempo com a mediocridade escondida do salazarismo”, e “não tem tanta percepção de justiça”, mas pode ser contagiado pelas mobilizações sociais na Europa, perante o desgaste dos direitos sociais.

Para António Barreto, o problema de Portugal é a dependência do Estado e das organizações públicas. “Quanto maior a dependência, mais o receio de expressão livre e independente, sobretudo da expressão de contestação. Mas também este facto tem particularidades: recalcar a expressão crítica por causa de dependência pode conduzir a verdadeiras explosões, mais tardias, mas mais cruas ou violentas”, considera o sociólogo.

Durante este ano, o clima de contestação foi elevado, mas sob formas pacíficas e institucionais, considerou o sociólogo, lembrando, contudo, que a situação se pode alterar. “Nem sempre a contestação é proporcional à dificuldade. Por exemplo, taxas elevadas de desemprego e até situações de fome ou carência podem coexistir com graus igualmente elevados de resignação”, afirmou, manifestando-se convicto de que no próximo ano se “desenvolverá muito significativamente o descontentamento”.

Na opinião do sociólogo, se o poder político não souber responder com clareza e se revelar instável e incoerente, as coisas podem agravar-se. “E se o poder político persistir em não reconhecer os problemas, em não esclarecer, em mentir, em enganar os cidadãos e em, pior de tudo, enganar-se a si próprio, poderemos recear uma crescente tensão social”, acrescentou.


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CABRÕES DE MERDA


As medidas do Governo vão provocar recessão
Austeridade gera recessão e obriga a medidas adicionais de mil milhões
27.12.2010 - 07:26 Por João Ramos de Almeida

1 de 13 notícias em Economia
seguinte »Quando se chegar ao final de 2011, as medidas previstas no Orçamento do Estado para reduzir o défice orçamental de 7 para 4,6 por cento do PIB poderão ser insuficientes.
Sócrates e Teixeira dos Santos terão que refazer as contas

(Foto: Daniel Rocha)

Economistas contactados pelo PÚBLICO estimam que podem faltar, pelo menos, mil milhões de euros, tudo dependendo da "almofada" que o OE já possui face às metas.

De onde vem esta insuficiência de recursos, depois de tanto aperto como o previsto? Vem justamente desse aperto e dos seus efeitos negativos na economia e destes, novamente, nas contas públicas. Efeitos que, a julgar pelo quadro macroeconómico oficial, o Governo não anteviu. Esses alertas foram já deixados em Novembro passado, quando a Comissão divulgou as suas previsões (bem mais negativas do que as oficiais), tendo o Governo alegado não haver necessidade de medidas adicionais.

Comece-se pelo princípio. Cortes nos vencimentos da função pública, aumentos no IRS e do IVA, congelamento de pensões, cortes em direitos sociais, entre outras medidas, redundarão numa diminuição do rendimento disponível da generalidade dos portugueses que é quem está a pagar o grosso da "factura". E os seus efeitos são óbvios - retracção da procura, queda do consumo privado, que se repercute em menor investimento e menor importação, redução da actividade, maior desemprego, tendências que acentuarão ainda mais a quebra do consumo e do investimento.

As medidas previstas representam, segundo os valores oficiais, uma redução da despesa pública de 2,2 pontos percentuais do PIB e um aumento da receita fiscal de 1,2 pontos percentuais do PIB.

Ora, ao contrário do Governo, que espera em 2012 um crescimento económico de 0,2 por cento, esses efeitos já foram antecipados por organizações internacionais. Vem aí uma recessão e a sua dimensão varia entre menos 0,2 por cento (OCDE), passando por menos 1 por cento (Comissão Europeia) e menos 1,2 por cento (FMI).

Mas uma recessão é um fenómeno grave, com reflexos tanto na despesa orçamental como na receita. No final, qual poderá ser o seu efeito global nas contas públicas? O PÚBLICO pediu a dois economistas para o tentar medir.

Défice subavaliado

Miguel St Aubyn do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) lembra que, segundo estudos recentes, a relação entre saldo orçamental e evolução do PIB (elasticidade) é de 0,5 - ou seja, a queda de cada ponto percentual do PIB acarreta uma subida do défice de meio ponto percentual.

Com base na previsão da Comissão Europeia, o PIB português cairia 1,2 pontos percentuais face à previsão oficial. E isso "conduziria a um défice de 5,2 por cento do PIB" em 2011, acima da meta de 4,6 por cento do PIB. "Este défice mais elevado conjugado com um PIB mais baixo conduziria a que a dívida pública se situasse em 88,3 por cento do PIB, isto é, 1,7 pontos acima do previsto no OE 2011".

Por outras palavras, caso Portugal queira cumprir a meta de 4,6 por cento do PIB para o défice orçamental, terá de encontrar novas medidas que cortem o défice em pelo menos 0,6 pontos percentuais do PIB - isto é, mais de mil milhões de euros, cerca de dois submarinos adicionais. Um valor que ainda não tem em conta o acréscimo dos encargos fruto da subida do stock da dívida para 88,3 por cento do PIB.

António Afonso, economista do Banco Central Europeu, lembra que essa elasticidade condiz com os cálculos da OCDE e que as "estas contas fazem naturalmente sentido". Mas ambos economistas lembram que estes números devem ser lidos com reserva e que, como afirma António Afonso, "são ilustrativos, e não têm, como é óbvio, em consideração efeitos de feedback mais complexos entre as alterações da despesa orçamental, rendimento disponível, consumo privado, impostos, PIB". Medir esses efeitos é bem mais complexo e requer outras metodologias (ver texto). Por outro lado, talvez os recursos em faltam em 2011 não sejam tão elevados. O ministro das Finanças garantiu que a previsão da receita fiscal foi cautelosa e já teve em conta uma recessão de menos 0,7 por cento em 2011. Mas não foi o caso da despesa.

Em qualquer dos casos, mais cortes na despesa ou mais aumentos das receitas redundarão em mais efeitos recessivos. E daí por diante.

A ideia é partilhada pela economista chefe do BPI, Cristina Casalinho, ouvida pela Lusa sobre a possível descida do rating de Portugal anunciado pela agência Moody"s e que foi mais tarde concretizado pela Fitch. "Se a economia se contrai e as taxas de juro continuam elevadas, significa que vamos ter recessão, o que dificulta a capacidade de pagamento da dívida, que passa a ter uma dinâmica que não é sustentável. Assim, vamos ter uma dinâmica imparável de crescimento da dívida, o que coloca problemas no pagamento a prazo." O problema, conclui, é que, "a prazo, mesmo que tenhamos uma política fiscal absolutamente exemplar, se não tivermos crescimento [económico], a dívida vai continuar a crescer". "O problema de dívida", acrescentou Cristina Casalinho, "não se resolve exclusivamente com consolidação [orçamental]."

Se as medidas que vão vigorar a partir de 1 de Janeiro próximo contribuem para a insustentabilidade das finanças públicas, então seria necessário adoptar outras. E medir o seu impacto macroeconómico. Resta saber se as 50 medidas de relançamento económico, anunciadas pelo Governo, compensam o efeito recessivo do OE de 2011.

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Sunday, December 26, 2010

REVOLTA EM VIANA


Pagamentos parados
Cabine de portagens da A28 em Viana do Castelo incendiada com pneus
26.12.2010 - 15:07 Por Lusa

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« anteriorA cabine do pórtico para cobrança de portagens na A28 em Neiva, Viana do Castelo, foi vandalizada na madrugada de sábado, através da colocação de pneus a arder, informou hoje fonte dos bombeiros.
Segundo a fonte, a ocorrência registou-se perto das 5h00, tendo os bombeiros ocorrido ao local por duas vezes, a primeira das quais para apagar as chamas e a segunda a pedido da concessionária da A28, para abrir a porta da cabine.

A Lusa contactou a Via Verde, concessionária da A28, que se escusou a revelar se o incêndio afectou a corrente eléctrica e, assim, inviabilizou a cobrança de portagens, remetendo eventuais esclarecimentos adicionais para segunda-feira.

Aquele pórtico tem sido contestado por servir a maior zona industrial do concelho de Viana do Castelo, sendo muitas as vozes que já exigiram a sua remoção.

Os veículos da classe 1 pagam 75 cêntimos pela passagem naquele pórtico, subindo os preços para 1,25 euros, 1,65 e 1,80 consoante as viaturas forem da classe 2, 3 ou 4, respectivamente.


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O POETA E JESUS


É, de novo, madrugada. O poeta arde. Não sabe se é Jesus ou se está em Jesus. Não sabe se o que está a viver é o princípio de uma alucinação ou se é algo mais, capaz de unir os povos da Terra. Tal como Jesus, o poeta quer derrubar os banqueiros e os mercados mas hesita quanto ao uso da violência. Vê as montras partidas e os carros incendiados em Paris, Roma, Atenas e acredita que a revolução passa por aí. Também Jesus apelou ao fogo e à espada. Também Jesus era provocador e insolente. "No mundo tereis aflições, mas tende confiança! Eu venci o mundo", disse. Venceremos o mundo, derrubaremos o poder. Companheiros, companheiras. Aproxima-se a hora. Contudo, o poeta ainda tem dúvidas. Teme a barbárie pura. Deseja o amor entre os homens mas odeia os governantes, os mercadores, os banqueiros. Quer um mundo novo e um homem novo despidos da moeda e da mercearia.
É, de novo, madrugada. O poeta arde. Não sabe se é Jesus ou filho de Jesus. A mente e o coração expandem-se. O poeta sente que está a iniciar uma nova vida. Uma vida de entrega ao próximo e ao longínquo, sem caridadezinhas. O poeta sabe que, sendo naturalmente irresponsável, tem responsabilidades. Como Nietzsche, cria, dança em redor da sabedoria. As suas palavras vão chegar mais longe. Sabe-o. Os próximos dias poderão ser decisivos. O poeta chegou onde queria. Não haverá mais escritos menores, gratuitos. O poeta é de graça e é da graça. Canta, ri. O mundo está a seus pés, tal como as mais belas das mulheres. Se bem que seja necessária alguma pudência com as mulheres. Mas o poeta começa a conhecer as mulheres. Já não é o rapaz ingénuo dos 18 anos. As ideias vêm. O cérebro quase rebenta. O poeta quer construir um mundo novo. Acredita. É isso que o distingue dos outros. Hesita entre a paz e a espada. Sabe que a morte espreita. Mas vai continuar. É para isso que veio ao mundo. Acredita. É do mundo. Vai ao fundo do ser. Vive. É. Está a chegar a hora, companheiros, companheiras. Chegou o tempo de cerrar fileiras. O poeta sabe que a manhã virá. E com ela a luz. Mas também a vida da rotina. Talvez ainda não amanhã, domingo. Mas segunda-feira. O poeta escreve e os homens dormem. Já não é Natal. O poeta nasceu outra vez. Vai pregar na praça. Vai sujeitar-se ao desprezo dos homens e das mulheres. Mas vai chegar a muita gente. Dentro e fora dos livros. O poeta é aquele que quer ser. Pensa na amada. Pensa que o amor também pode vir através da espada. Os galos cantam. Pedro não o nega. Está a escrever verdadeiramente como os mestres. É aqui que queria chegar. Ou melhor, está é uma das etapas do processo. O poeta já quase não sente medo. Prossegue. Escreve madrugada fora. Está na casa da mãe e dos irmãos. Consulta o Evangelho de João. Vive. Chama o pai. Ele ouve-o. A voz do pai ecoa na sua mente. Está em paz. Há outra vida na mente. Uma vida sem economistas nem conta-corrente.

Saturday, December 25, 2010

VÉSPERA DE NATAL


São seis da madrugada. Estou, de novo, em Braga. É véspera de Natal. "Deixaremos os palácios do poder na solidão da sua miséria e iremos paa outro lado", gritam os estudantes em Itália. Eis a revolução dionisíaca. Eis a rebelião que cospe nos palácios do poder e surge onde menos se espera. Pode até ser aqui, na pena do poeta, que escreve em Braga às seis da madrugada. No silêncio da caneta verde. Aproxima-se o Grande Meio-Dia. Escutai-me, companheiras, companheiros. Estamos a atravessar para o outro lado. Break On Through to the Other Side, como cantava Morrison. Escutai-me. Estou lúcido novamente. As irmãs estão desavindas mas eu estou lúcido. O menino veio ter comigo, abraçou-se a mim e eu fiquei lúcido. Solto palavras que não sei de onde vêm. Este é, de novo, o dia triunfal. "Deixaremos os palácios do poder na solidão da sua miséria". Eis o chamamento. Zaratustra está aqui. "Estaremos à entrada dos portões ao raiar da aurora". Eis o canto dos pássaros da manhã. Sou louco. Danço contigo, minha rainha. Desafio-vos daqui, ó palácios do poder e dos mercados. É por ser louco que já não vos temo. E hoje é, de novo, o dia triunfal. Nasço aqui, de novo. Os meus pais voltaram a unir-se. São meus a noite e o dia. É noite, ainda. Ouço o cântico dos rios e da lua, como Zaratustra. Mas o dia não tarda. Desta vez, terei mesmo de seguir irredutivelmente a via. Sou louco. Tenho os séculos em mim. Vim para junto das mulheres. Elas dão-me de comer e de beber. E eu posso cantar. Sou louco. Mas não tenho de andar sempre a exibir a minha loucura. Procuro-me nas paredes. Trepo a minha mente. Sou aquele que veio para a glória. Há carros a passar lá fora. "Deixaremos os palácios do poder na solidão da miséria". Deixemos o poder entregue à miséria. Vivamos o dia tiunfal, o Grande Meio-Dia. Dancemos e cantemos na praça. Derrubemos as lojas dos vendilhões, como Jesus. Queimemos o dinheiro. É noite. Ao raiar da aurora estaremos à entrada dos portões. Não quero dormir. Dionisos afaga-me os cabelos. Afasto-me dos agentes da ordem. Os miúdos berram. Por enquanto aqui ainda não partem montras. Desprezo tudo quanto é contrário à vida. É noite. Mas o dia não tarda.

POETAS ABJECCIONISTAS


Alguns poetas fazem questão de não elidir as entranhas da poesia nos poemas que publicam. Poetas viscerais, apresentam-se ao mundo como um eco dos infernos de onde (também) brotam os poemas. Não tendo nada a esconder, mostram tudo. Ou assim parece. Pois, por vezes, esse tudo esconde ainda uma literatura, como outra qualquer, com a sua história e a sua tradição. Falar de abjeccionismo é apenas uma forma de enquadrar academicamente tais poetas, por si só não enquadráveis, resistentes, como a rocha à força das marés, a qualquer tipo de academismo que esvazie esta poesia dos seus intentos mais directos: viver em conflito com todo e qualquer sistema de valores que tente impor-se pela repulsa do desejo. Em tempos, foram estes poetas considerados heréticos, blasfemos, pervertidos, heterodoxos, malditos, marginais, abjectos, etc. Mas é importante entender que, hoje em dia, estar à margem é também estar dentro, ainda que possa ser não estar com. É estar dentro de um universo cultural que vive e alimenta-se dos cultos, um universo que é já ele próprio a margem de um tecido social indiferente a tudo o que sejam poesia, literatura, arte, em suma cultura. O que temos hoje é um mundo que olha todo aquele que escreve poesia, seja que poesia for, da mesma forma que olha os marginais, os chamados inúteis, pois escrever poesia, mais ainda lê-la, já não é senão um acto de excepção. Fica o sentimento, no caso português, de um desconforto a reter mais pelo que manifesta do que pelo que pretende. Pois se em tempos os poetas podiam dar-se ao luxo de ambicionar a dinamitação das barreiras literárias, isso era porque as barreiras existiam. Legitimados por essa existência, tais poetas ameaçavam os paradigmas com uma força que lhes era inerente porque reconhecida. Hoje, podem apenas limitar-se à manifestação do seu desconforto. A força que têm é nula, as barreiras foram derrubadas, o mais que pode ser feito é impedir que voltem a ser erguidas. O espectáculo está circunscrito, com sorte, a uma, duas ou três centenas de curiosos, muitos deles também artistas neste circo que é o de quem escreve e o de quem lê poesia. Penso em poetas como A. Dasilva O., A. Pedro Ribeiro ou, o mais novo dos três, Vítor Vicente.

HENRIQUE MANUEL BENTO FIALHO

Friday, December 24, 2010

ANTI-NATO


A Cimeira da NATO, realizada nos dias 19 e 20 de Novembro em Lisboa, poucos dias antes da Greve Geral de 24 de Novembro, foi objecto de um conjunto de acções e manifestações de protesto, contra os quais foi mobilizado um conjunto inédito de meios policiais. A contestação contra a NATO e a guerra ficou claramente marcada pela divisão entre o protesto "autorizado" e "não autorizado" e pela separação preventiva entre meios de protesto ditos "violentos" e "não-violentos".

Para além do conjunto de acções e pequenas manifestações que decorreram sobretudo entre o dia 18 e o dia 21, destacamos dois protestos que tiveram lugar no dia 20.
Um destes protestos foi a acção levada a cabo na manhã de dia 20 nas imediações do Parque das Nações, na qual várias dezenas de activistas bloquearam durante algum tempo, com os próprios corpos, uma das vias de acesso ao local de realização da cimeira. Em resultado desta acção foram detidas 42 pessoas, que foram levadas para o tribunal de alta-segurança de Monsanto, situado num local isolado e afastado do centro de Lisboa, onde permaneceram largas horas sem direito a falarem com um advogado.

Outro protesto, que destacamos, foi a manifestação realizada durante a tarde na Avenida da Liberdade, no centro de Lisboa, na qual terão participado cerca de 30 mil pessoas. Esta manifestação, "autorizada", foi convocada pela plataforma "Paz Sim, NATO Não", composta por cerca de 100 organizações com predominância do Partido Comunista Português e de sindicatos da CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses). Para o mesmo local e hora foi lançada uma convocatória da Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO (PAGAN), responsável pela organização, entre outras iniciativas, de uma contra-cimeira no Liceu Camões. As cerca de 500 pessoas que acudiram a esta convocatória, "não autorizada", foram tratadas pelas autoridades e pelo serviço de ordem da manifestação "autorizada" como um perigo público, isoladas do resto da manifestação e cercadas por três linhas de polícias do Corpo de Intervenção, que impediram, ao longo do percurso, que qualquer pessoa entrasse ou saísse do quadrado a que estavam confinadas.


A repressão sobre as acções realizadas neste dia foi o culminar de uma estratégia repressiva desenvolvida pelas autoridades e implementada com meses de antecedência para prevenir o protesto autónomo e "não autorizado". Um aspecto essencial da estratégia policial para dissuasão do protesto consistiu na desinformação dirigida à população em geral e às várias forças que se vinham mobilizando para a organização de protestos contra a NATO.

Por um lado, pretendeu-se criar um ambiente propício à legitimação dos tremendos gastos em meios de repressão. A ampliação sensacionalista da ameaça de protestos violentos começou a ser propagada com meses de antecedência (iniciando-se com a manchete na capa do Diário de Notícias de 5 de Junho: "Cimeira da NATO em Lisboa alvo da Al-Qaeda e de anarquistas"). A quantidade de notícias falsas foi aumentando à medida que se aproximavam as datas da Cimeira, abrangendo praticamente todos os órgãos de comunicação social. Chegou a altura em que, para dar mais credibilidade e sensacionalismo à ameaça de distúrbios durante a cimeira, não bastavam já os "anarquistas residentes", e foi necessário criar o mito de que hordas estrangeiras de desordeiros violentos, anarquistas do "black bloc", se preparavam para acudir aos milhares a Lisboa com o objectivo de não deixar pedra sobre pedra. Não deixa de ser importante constatar que, se é certo que parte das notícias se deveram certamente à imaginação jornalística e à repetição acrítica das mentiras veiculadas, a existência de fontes policiais raramente foi referida, não havendo, com a excepção do presidente do OSCOT (Observatório da Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo) José Manuel Anes, quem assumisse a responsabilidade pelas informações.

Por outro lado, pretendeu-se provocar a divisão entre os contestatários à cimeira da NATO, através da separação entre manifestantes "pacíficos" e "violentos". E também aqui as autoridades foram bem sucedidas. A plataforma "Paz Sim, NATO Não", que convocou a manifestação realizada no centro de Lisboa, ao longo da Avenida da Liberdade, veio a assumir claramente esta distinção, aproveitando-se mesmo dela para evitar perder o protagonismo no protesto contra a NATO. No início da manifestação, no Marquês de Pombal, o serviço de ordem da manifestação colaborou com o Corpo de Intervenção na tarefa de apontar e isolar os elementos não desejados na manifestação, entre os quais a PAGAN e os anarquistas, mas também muitas outras pessoas que desejavam integrar um bloco autónomo nesta manifestação.

Mas é importante salientar que a própria PAGAN, que pretendia representar uma alternativa apartidária de protesto anti-militarista, não se isentou deste perigo de divisão vindo mesmo a morder o isco lançado pelas autoridades e pelos media. Em sucessivos comunicados e declarações aos media, antes e durante os protestos contra a Cimeira da NATO, a PAGAN e alguns dos seus membros, esforçaram-se por veicular a mensagem de que apenas realizariam protestos "pacíficos", chegando mesmo a afirmar que pretendiam "demonstrar que é possível protestar através de meios pacíficos". Aceitando a falsa distinção entre métodos "violentos" e "não violentos" de protesto, estes activistas acabaram por contribuir, também eles, para legitimar o monopólio estatal da violência e toda a repressão preventiva que que se abateu sobre o protesto não enquadrado políticamente, uma repressão que, apesar de inédita, poderia ter assumido contornos bem mais violentos. Em vésperas de greve geral, em nada se contribuiu, com estas declarações, para desmascarar a hipocrisia dos mercenários do Estado, que sob a capa da lei e da ordem pública estão sempre prontos a derramar sangue, bem presente nas palavras de Magina da Silva, chefe da Unidade Especial de Polícia, que, quando questionado por jornalistas sobre se a polícia estaria disposta a utilizar a violência contra os manifestantes, replicou que "não se pode falar de violência quando se trata da actuação da polícia, pois a polícia limita-se a utilizar a força pública para repor a ordem".


AIT-Secção Portuguesa / Núcleo de Lisboa

AI, ANÍBAL


E lá vão mais 500 milhões de euros, se a pretensão da Administração do banco BPN for atendida pelo governo, como parece e tudo indica…
500 euros é quanto o contribuinte português já injectou indirectamente nos cofres deste banco, onde os seus anteriores e principais dirigentes são arguidos num mega-processo,..acusados de roubo…
Banco aonde um dos accionistas é nem mais nem menos o actual inquilino de Belém…que ganhou já uns milhares e milhares de euros no seu investimento muito pardacento e suspeito…
O BPN é um banco que tem como maioritários sócios gradas figuras do actual regime democrático de pacotilha…
Este banco foi nacionalizado, e desde então este governo enfiou nos seus cofres milhões de euros…e desde então tentou vendê-lo…os “mercados” estão fadados a este negócio…
Entretanto a oposição no seu conjunto “exige” explicações…que inquirições serão mais necessárias???
É mesmo fartar vilanagem!!!

http://lutapopularonline.blogspot.com

Saturday, December 18, 2010

CABRÕES DE MERDA

A Segurança Social cortou 15 por cento dos 67.927 Subsídios Sociais de Desemprego, na sequência do processo de reavaliação destas prestações sociais não contributivas, revelou o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques.
A partir deste ano a entrega da prova de rendimentos passou a ser feita através da Segurança Social Directa


No balanço dos resultados de uma avaliação de rendimentos dos beneficiários, Pedro Marques afirmou que “não se trata de ficar satisfeito por cortar, trata-se do dever de cumprir uma legislação que é preferível a fazer cortes cegos nas prestações de natureza não contributiva”.

A reavaliação das prestações de Subsídio Social de Desemprego e de Rendimento Social de Inserção foi feita nos beneficiários que já efectuaram a prova de condição de recursos, medida que entrou em vigor a 1 de Agosto. Segundo Pedro Marques, esta reavaliação foi também conseguida através do cruzamento integral de dados com o Ministério das Finanças incluindo assim rendimentos de trabalho, capitais e de património imobiliário.

O resultado do processo de reavaliação concretizado no processamento de Dezembro de 2010 abrangeu um universo de 67.927 prestações em curso tendo originado a cessação de 10.291 prestações, o que corresponde a 15 por cento do Subsídio Social de Desemprego. Em termos de despesa, segundo o secretário de Estado, este processo teve um impacto de 3,6 milhões de euros no mês de Dezembro, estimando o Ministério do Trabalho e da Segurança Social um impacto na despesa na ordem dos 33 milhões de euros nos anos seguintes.

Já no que respeita ao Rendimento Social de Inserção, o processo de reavaliação doas prestações de rendimento social de inserção abrangeu um universo de 127.478 requerimentos. Em termos globais, o processo originou a cessão de 8.321 prestações, o que corresponde a 6,5 por cento das prestações de Rendimento Social de Inserção. No âmbito deste processo foi também aumentado o valor pecuniário de 10.994 prestações e diminuído de outras 34.443.

Segundo o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, este processo de reavaliação teve um impacto de 1,7 milhões de euros no mês de Dezembro, estimando o Governo um impacto na despesa na ordem dos 20,4 milhões de euros em 2011. “A aplicação desta legislação permite cumprir o orçamento da Segurança Social em 2010 e ter confiança no cumprimento em 2011”, disse o responsável, adiantando que estas medidas permitem uma poupança de 200 milhões de euros.

Prova de rendimentos

Mais de 800 mil beneficiários de prestações sociais já efectuaram a prova de rendimentos, um procedimento obrigatório até ao final do ano, sob pena de suspensão dos pagamentos. Pedro Marques apelou a todos os beneficiários que ainda não fizeram este procedimento obrigatório para que o efectuem até ao fim de 2010, sob pena de perderem os apoios sociais. “A prova de recurso é uma obrigação legal e tem de ser cumprida até ao final do ano porque temos a obrigação de garantir que os recursos são para quem mais precisa”, disse.

O governante frisou que a não apresentação desta prova extraordinária implica a suspensão de prestações sociais que, para algumas famílias, são essenciais. “Temos feito tudo para que as pessoas compreendam que têm de fazer a prova de condição de recursos e que têm de o fazer até ao final do ano”, disse.

A partir deste ano a entrega da prova de rendimentos passou a ser feita através da Segurança Social Directa, tendo o governo garantido medidas de apoio para ajudar os beneficiários na realização do novo procedimento. Esta prova de rendimentos é necessária para os utilizadores do rendimento social de inserção, subsídio social de desemprego ou abono de família. A prova de Condição de Recurso poderá ser efectuada pelo próprio beneficiário, nas Lojas do Cidadão (desde que apetrechada com quiosque de acesso à Segurança Social Directa) ou em qualquer Serviço de Atendimento da Segurança Social.

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Comentário + votadoNão é crime, são os mercados
Os paraísos fiscais, mais conhecidos como ‘offshores', estão entre os principais destinos ...

Anónimo
18.12.2010 12:38

Comentários
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Victor Ferreira . 18.12.2010 12:39
Via Facebook
em vez de
deviam era se preoocupar com o que eles próprios andam a roubar ao povo..cambada de gatunos.. e o povo cala e ainda consente, com o meu voto não vai para lá mais nenhum para roubar..ja que o povo nao se manifesta que ao menos os mande votar a eles uns aos outros...

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Anónimo . 18.12.2010 12:38
Via PÚBLICO
Não é crime, são os mercados
Os paraísos fiscais, mais conhecidos como ‘offshores', estão entre os principais destinos do dinheiro dos bancos nacionais. De acordo com os dados divulgados pelo Banco Internacional de Pagamentos (BIS), as instituições financeiras portuguesas concederam um montante total de 151 mil milhões de dólares em empréstimos a agentes económicos mundiais, dos quais 10,7 mil milhões foram para países ‘offshore'.Feitas as contas, este valor representa 7% do montante total e coloca Portugal no primeiro lugar dos países da zona euro que mais dinheiro emprestou a ‘offshores' e na segunda posição entre os 27 da União Europeia. ONDE ESTÃO ESTES CRUZAMENTOS?

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J.Machado , Lisboa. 18.12.2010 12:33
É mais fácil controlar as falcatruas da miséria...
Até dá gosto ler os verdadeiros defensores do estado. Patético!É mais fácil controlar as falcatruas da miséria do que os roubos da riqueza, não é?J.Machado

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Luis , Porto. 18.12.2010 12:32
Malandros
Pena não terem também cruzado os dados do BPN cujos prejuízos já vaõ em quase do deficit deste ano. Para além de um ERRO SISTÉMICO deve haver um IF qualquer nestes programas de cruzamento IF é pobre leva-se à fome IF é rico leva-se um bónus. Uau

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Anónimo , Lisboa, Portugal. 18.12.2010 12:10
Ladrões violentos pagos pelo Estado
"Depois de uma juíza do Tribunal de Almeirim ter ontem decidido deixá-los a todos à solta – mesmo com os crimes de roubo, sequestro e incêndio, uma vez que no final da noite até lançaram fogo ao carro da vítima – continuam a viver à custa do Rendimento Social de Inserção". Fonte: Correio da Manhã, 27/8/2009

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Anónimo , Lisboa, Portugal. 18.12.2010 12:09
Ladrões violentos pagos pelo Estado
"A viagem sozinho a Fátima corria bem até que, de noite, ‘António’ decidiu parar só para tentar comer qualquer coisa. Voltou com um hamburguer ao carro e, sentado ao volante, mal se distraiu já tinha uma pistola e facas apontadas à cabeça. Acabou sequestrado hora e meia pelos quatro homens que, enquanto roubaram o que puderam do seu multibanco, ainda o espancaram e fecharam-no dentro da mala do carro. A Polícia Judiciária já apanhou três, mas uma juíza libertou-os. E continuam a viver do Rendimento Social de Inserção. De resto, há muito que conciliam os enormes rendimentos no mundo do crime com uma vida recheada de subsídios à custa do Estado – que vai pagando sempre, apesar dos longos registos criminais por roubo, furto e tráfico de droga. Um deles até já cumpriu duas penas de prisão por vários crimes violentos". Fonte: Correio da Manhã, 27/8/2009

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José da Póvoa , Póvoa. 18.12.2010 12:06
Cruzamento de dados
Acho muito bem. Mas para quando o cruzamento de dados de ricaços "insuspeitos", como por exemplo o "amigo" Dias Loureiro?

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Anónimo , Lisboa, Portugal. 18.12.2010 11:57
Recebiam RSI e traficavam armas
"PSP deteve 13 pessoas em bairros problemáticos e apreendeu 16 armas. Maioria deles recebia o 'rendimento mínimo'.O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP deteve 13 pessoas pelo crime de tráfico de armas, apreendendo 16 armas de fogo e cerca de 38 mil euros. Segundo a PSP, os suspeitos têm entre 17 e 70 anos e dois deles são mulheres, e a maioria deles recebia o Rendimento Social de Inserção (RSI), apesar de alguns já possuírem antecedentes criminais". Fonte: inverbis.net 05-Jun-2010

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Anónimo , Lisboa, Portugal. 18.12.2010 11:56
Família no crime paga pelo Estado
"Um casal e a filha, que vivem na Portela de Carnaxide, em Oeiras, em dois apartamentos com bons acabamentos e repletos de artigos de luxo, mas todos eles beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI), pago pelos contribuintes, foram anteontem detidos pela PSP por gerirem uma fábrica de contrafacção de CD e DVD, que abastecia todos os mercados da Grande Lisboa. Os três, como outro detido a eles ligado e a quem a Segurança Social também atribui o RSI, já tinham sido duas vezes condenados e voltam sempre ao crime". Fonte: Correio da Manhã, 26/6/2010

www.publico.clix.pt

Friday, December 17, 2010

GREVE GERAL NA GRÉCIA

Que se pensará fazer por aqui, depois das "medidas" de hoje??
Continuar as compras de natal?
Que segredo terão os gregos para fazerem manifs em dia de greve geral? É que em Portugal no dia 24 só o pessoal mais à esquerda e não ligado a partidos é que se manifestou. Os outros ficaram em casa a contar os ... 3 milhões de grevistas(?)


Grécia paralisada pela oitava Greve Geral
A Grécia esteve paralisada nesta quarta feira, pela oitava greve geral realizada este ano pelos trabalhadores gregos. O protesto integra-se na Jornada de Acção Europeia convocada pela CES. No final de manifestação em Atenas, a polícia carregou violentamente sobre manifestantes.
Artigo | 15 Dezembro, 2010 - 18:39

Polícia grega agride manifestantes – Foto de Orestis Panagiotou/EPA/Lusa
A greve geral de 24 horas convocada para esta quarta feira paralisou a Grécia, com grande impacto nos transportes aéreos, marítimos e ferroviários. Esta foi a oitava greve geral de 2010 e teve como objectivo protestar contra o pacote de austeridade e contra duas novas alterações à legislação do trabalho aprovadas na noite de terça feira, num debate de urgência pelo parlamento grego.

Estas duas medidas foram impostas pelo FMI e pela União Europeia. Uma prevê um corte salarial de 10 a 25% nas empresas públicas deficitárias, nomeadamente caminhos de ferro, transportes públicos e televisão pública. A outra desvaloriza a contratação colectiva e dá prioridade aos acordos de empresa, abrindo a possibilidade de assim alterar tabelas salariais, autorizando baixas de salários até ao nível do salário mínimo.

Além dos transportes públicos, a greve teve elevados níveis de adesão nas escolas, hospitais e restante sector da saúde, tribunais, bancos, correios e sector da electricidade. A greve foi também convocada por farmacêuticos e engenheiros civis. A Grécia está também sem informação, devido à adesão dos jornalistas à Greve Geral, que foi antecedida de diversas paralisações de curta duração nos transportes, nos últimos dois dias.

Antes da paralisação, Ilias Iliopoulos, secretário geral da central sindical dos funcionários públicos, ADEDY, advertiu o Governo que irão haver novas mobilizações durante o Natal e declarou: “Necessitamos enviar ao Governo a mensagem de que não aceitaremos medidas que só nos levam à pobreza e ao desemprego. Não nos renderemos!”

Em Atenas uma manifestação juntou milhares de pessoas. No final do protesto, junto ao parlamento grego, um grupo de manifestantes insultou, com gritos de “ladrões”, e agrediu o ex-ministro dos transportes do governo de direita e ex-comissário europeu Costis Hatzidakis, quando se cruzou com ele numa das ruas do centro de Atenas. A polícia interveio violentamente e usou gás lacrimogéneo para dispersar as pessoas que estavam concentradas junto ao parlamento. Grupos de jovens enfrentaram a polícia e lançaram cocktails molotov, incendiando um piso do ministério das Finanças, automóveis e motos.

Além da Greve Geral na Grécia, nesta quarta feira realizaram-se também concentrações de protesto contra as medidas de austeridade em França, Bélgica, Luxemburgo e Espanha integradas na Jornada de Acção convocada pela Confederação Europeia dos Sindicatos (CES), para exigir aos governos que não desmantelem mais a Europa Social.




esquerda.net

Thursday, December 16, 2010

PODIA ESCREVER-TE UM POEMA


PODIA ESCREVER-TE UM POEMA

Podia escrever-te um poema
Enquanto tiras os cafés
e mexes nos bolos
Podia escrever-te um poema
Porque és linda
Mesmo quando trabalhas
E acendes a confeitaria

Podia escrever-te um poema
Porque estou louco
E não tenho limites
E tudo quanto escrevo
Vem da alma
E a alma dança
Porque tu a fazes dançar

Podia escrever-te um poema
Porque já nada tenho a perder
Roma e Atenas
Explodem no meu coração
E os gritos da rua
São a minha canção

Podia escrever-te um poema
Porque, depois de tantos anos,
Tenho razão.

ILUMINAÇÃO


ILUMINAÇÃO

É de novo madrugada. E escrevo. Ao som dos Led Zeppelin. Não sei o que passa comigo. Será o Graal? Será o Quinto Império? Será o Jesus do padre Mário? Há várias noites seguidas que não prego olho. A música dos Zeppelin em vez de me fazer adormecer põe-me em cima. Apetece-me berrar. Acordar a aldeia toda. Despertá-los da vidinha e do trabalhinho de todos os dias. Bem era preciso um abanão desses. A ver se esta gente ACORDA. Dormem. Estão todos mortos e eu aqui cheio de pedal. ACOOOOOOOOOOOOOORDEM! Um desses berros à Jim Morrison. Para despertar as consciências. Para os fazer ver a vidinha estúpida e fútil que levam. Casa-trabalho-família e pouco mais. Estais mortos! Comunicais mortos. Amais mortos. Assim permanecereis por mil anos até ao romper do feitiço. Escrevi isto há muitos anos. E está cinco estrelas. E é a verdade. Estais mesmo mortos. Viveis mortos. A vossa vida não tem sentido. Por quanto mais tempo deixareis que vos enterrem a cara na merda? Por quanto mais tempo permanecereis mortos? Não escutais o amor, não vedes o Graal, como eu? Porque não me seguis? Porque tendes medo da liberdade? Porque não me acompanhais? Porque não sois como eu? Será que sou feito de matéria diferente? Será que já estive morto e voltei à vida? Será que sou o cavaleiro do Graal? Porque é que tenho iluminações? Alucinações? Delírios? Mas é tão bom ser irmão dos deuses. É tão bom partilhar com os meus companheiros a Boa Nova. É tão bom ser humano. Não pensar nas coisas em que os outros passam a vida a pensar. É tão bom conseguir passar a mensagem. Conciliar Jesus com Zaratustra e com Artur. Esta noite renasço. Definitivamente, renasço. Não mais mesquinhez, não mais inveja, não mais rivalidades. Sou o rei que procura. Sou o poeta do bem e da eternidade. Estas palavras não são minhas: são-me ditadas por alguém que desconheço. Estou iluminado pelos deuses, como dizia Platão. E que importa dormir se estou às portas do paraíso? Que importa dormir se me estou a encontrar, a tornar-me naquilo que sou, como dizia Nietzsche. Era bom que este estado fosse eterno, que nunca mais voltasse à terra da bruma e da desolação. Mas eu tenho de regressar, de descer da montanha, de ir ter com a populaça ao mercado. Porque é o mercado que comanda tudo. E eu odeio o mercado e por isso tenho de o combater. Estou do lado da Vida.

OS POLÍCIAS DO MUNDO

INTERVENÇÕES AMERICANAS NO MUNDO



Organizado por Alberto da Silva Jones (professor da UFSC)

Entre as várias INTERVENÇÕES das forças armadas dos Estados Unidos fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, podemos citar:





1846 - 1848 - MÉXICO - Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas

1890 - ARGENTINA - Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses económicos americanos.

1891 - CHILE - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas.



1891 - HAITI - Tropas americanas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.



1893 - HAWAI - Marinha enviada para suprimir o reinado independente anexar o Hawaí aos EUA.

1894 - NICARÁGUA - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês.

1894 - 1895 - CHINA - Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.

1894 - 1896 - CORÉIA - Tropas permanecem em Seul durante a guerra.

1895 - PANAMÁ - Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.

1898 - 1900 - CHINA - Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.

1898 - 1910 - FILIPINAS - As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas - 27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipinas 11/15/1913) - 600.000 Filipinos mortos.

1898 - 1902 - CUBA - Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.

1898 - Presente - PORTO RICO - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje 'Estado Livre Associado' dos Estados Unidos.

1898 - ILHA DE GUAM - Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.

1898 - ESPANHA - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial..

1898 - NICARÁGUA - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.

1899 - ILHA DE SAMOA - Tropas desembarcam e invadem a Ilha em consequência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.

1899 - NICARÁGUA - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).

1901 - 1914 - PANAMÁ - Marinha apoia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.

1903 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.

1903 - 1904 - REPÚBLICA DOMINICANA - Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.

1904 - 1905 - CORÉIA - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.

1906 - 1909 - CUBA - Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.

1907 - NICARÁGUA - Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protectorado, sobre o território livre da Nicarágua.

1907 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.

1908 - PANAMÁ - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.

1910 - NICARÁGUA - Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.

1911 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil, invadem Honduras.

1911 - 1914? - CHINA - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.

1912 - CUBA - Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.

1912 - PANAMÁ - Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.

1912 - HONDURAS - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.

1912 - 1933 - NICARÁGUA - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.

1913 - MÉXICO - Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.

1913 - MÉXICO - Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.

1914 - 1918 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens.

1914 - REPÚBLICA DOMINICANA - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.

1914 - 1918 - MÉXICO - Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.

1915 - 1934 - HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colónia americana, permanecendo lá durante 19 anos.

1916 - 1924 - REPÚBLICA DOMINICANA - Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos.

1917 - 1933 - CUBA - Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protectorado económico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.

1918 - 1922 - RÚSSIA - Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.

1919 - HONDURAS - Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço.

1918 - IUGOSLÁVIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.

1920 - GUATEMALA - Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.

1922 - TURQUIA - Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.

1922 - 1927 - CHINA - Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.

1924 - 1925 - HONDURAS - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.

1925 - PANAMÁ - Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos.

1927 - 1934 - CHINA - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.

1932 - EL SALVADOR - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN -

comandadas por Marti.

1939 - 1945 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atómicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki.

1946 - IRÃO - Marinha americana ameaça usar artefactos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã.

1946 - IUGOSLÁVIA - Presença da marinha americana ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.

1947 - 1949 - GRÉCIA - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego.

1947 - VENEZUELA - Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder.

1948 - 1949 - CHINA - Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.

1950 - PORTO RICO - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.

1951 - 1953 - CORÉIA - Início do conflito entre a República Democrática da Coreia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais

protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coreia do Sul.

1954 - GUATEMALA - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.

1956 - EGITO - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense- britânica, a retirar-se do canal.

1958 - LÍBANO - Forças da Marinha americana invadem apoiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.

1958 - PANAMÁ - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.

1961 - 1975 - VIETNÃ. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda económica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietname do Sul e entram num conflito traumático,

que afectaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas tácticas de guerrilhas.

1962 - LAOS - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.

1964 - PANAMÁ - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.

1965 - 1966 - REPÚBLICA DOMINICANA - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.

1966 - 1967 - GUATEMALA - Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses económicos do capital americano.

1969 - 1975 - CAMBOJA - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietname invadem e ocupam o Camboja.

1971 - 1975 - LAOS - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.

1975 - CAMBOJA - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.

1980 - IRÃ - Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irão ocuparam a embaixada americana em Teerão e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.*

1982 - 1984 - LÍBANO - Os Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel - e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas.

1983 - 1984 - ILHA DE GRANADA - Após um bloqueio económico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar protecção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.

1983 - 1989 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras

1986 - BOLÍVIA - Exército americano invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína..

1989 - ILHAS VIRGENS - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.

1989 - PANAMÁ - Baptizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.

1990 - LIBÉRIA - Tropas americanas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil.

1990 - 1991 - IRAQUE - Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da OTAN, decidem impor um embargo económico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da OTAN, o Egipto e outros países árabes) que ganhou o título de "Operação Tempestade no Deserto". As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.

1990 - 1991 - ARÁBIA** SAUDITA - Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque.

1992 - 1994 - SOMÁLIA - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.

1993 - IRAQUE -No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.

1994 - 1999 - HAITI - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o

que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos.

1996 - 1997 - ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) - Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus onde a revolução congolesa ? Marines evacuam civis? iniciou.

1997 - LIBÉRIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes..

1997 - ALBÂNIA - Tropas americanas invadem a Albânia para evacuarem estrangeiros.

2000 - COLÔMBIA - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o "gás verde").

2001 - AFEGANISTÃO - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje.

2003 - IRAQUE - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É baptizada pelos EUA de "Operação Liberdade do Iraque" e por Saddam de "A Última Batalha", a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.

Monday, December 13, 2010

CRÓNICA NO "GUARDA-SOL"

CRÓNICA NO GUARDA-SOL

António Pedro Ribeiro

Regresso à Póvoa, ao "Guarda-Sol". Sinto-me uma espécie de rei. Não que vá reclamar o trono. Mas sinto uma certa simpatia dos poveiros em relação a mim. De qualquer forma, não sou político, autarca ou banqueiro. 90% dos políticos ou são charlatães ou são corruptos. Tudo isso me faz sentir um homem de bem, na outra margem. Um homem que se bate por causas, mesmo que nem sempre da forma mais ortodoxa. Um homem solitário que escreve à mesa do "Guarda-Sol" e que hoje permanece na Póvoa em vez de ir ter com a amiga a Braga. Longo percurso percorreu o homem. Já andou à batatada à porta dos bares e das discotecas, já derramou sangue em nome da dama. As intriguices dos políticos locais já não o motivam. Sente-se acima disso, apesar de ser acusado de determinadas coisas que nem sequer fez. Sente-se nas suas quintas como os seus antepassados barões de Cabeceiras de Basto. É um aristocrata, desconfia do proletariado e dos defensores intransigentes do proletariado. Bebe. Lê. Escreve. Vive. No "Guarda-Sol" à beira do mar. Ultimamente, os media têm-lhe feito propaganda. Agradece-a. Pode beber copos. Não tem que se portar bem com os políticos. Pode abusar. Pode micar as mulheres que o despertam. É do mundo. Vai à Biblioteca Municipal buscar livros mas não se fecha nos livros, embora, porventura, o devesse fazer. Traz Borges, Kierkegaard e Ezra Pound. Os seus amigos empregados de mesa não estão: o Fernando, o Manuel. Acredita nos amigos. Ninguém o pode acusar de traição, apesar dos seus erros. Nada tem a perder, já o tem dito. É cronista, dizem. As suas crónicas são lidas. Não é da Póvoa mas sente-se em casa. Se tivesse cacau, beberia mais uns finos. Passaria a noite a beber. Não é presidente da Câmara nem da República. Pode beber. Aliás, não faz parte dessa seita. Evita-a. Ama a vida, não a morte em vida. É do mundo. Quer conquistá-lo para o mudar a fundo. No fundo, algumas destas ideias já as tinha aos 18 anos. Mas agora é capaz de sistematizá-las. É também uma espécie de filósofo. Mas já poucas coisas o assustam. É louco. Por isso o temem. Porque escreve o que pensa e o que sente. Não faz mal a uma mosca mas é temido pelo que diz e pelo que escreve. Bebe mais um fino. O "Guarda-Sol" é um café que o marcou e que o continua a marcar. É um café onde se respira a liberdade e a república. É um café de conversas, afectos e de bom humor. Aqui não há tédio. O homem sente-se na pele de Antero de Quental. A sua luz brilha aqui. Vem de dentro. Do coração. O homem precisa da mulher. Ama-a. Sabe que ela virá um dia, mesmo que se recuse agora. Sabe que a demanda do Graal é aqui e agora. Por isso, não tem limites. Aprendeu com Jim Morrison, Nietzsche e Henry Miller. Mas também com Manuel Lopes, com o padre/professor João Marques, com o Monsenhor Amorim. É um homem do mundo e, portanto, da Póvoa. O mar entrou-lhe na alma. Navega no "Barco Bêbado" de Rimbaud. É louco. Sabe-o. Quanto mais louco, mais lúcido. Já nem quer saber de presidentes de Câmara.

Saturday, December 04, 2010

CARTA AO IMPÉRIO


CANDIDATURA DO POETA ANTÓNIO PEDRO RIBEIRO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA



CARTA AO IMPÉRIO



António Pedro Ribeiro



O medo subsiste no homem comum. Mas leio os cronistas do regime e também vejo medo. Medo da grande adesão à greve geral, medo do poder bipartido dos últimos 34 anos finalmente estar em causa, medo da rua e dos anarquistas, medo de que o grande casino das bolsas, dos mercados e dos "offshores" comece a ser posto em causa, medo de perderem o poder e os milhares e milhões das regalias. Se a 7 de Dezembro, como sugere o ex-futebolista Eric Cantona, muita gente por toda a Europa retirar o seu dinheiro dos bancos, ai aí não temos dúvidas, os cronistas do regime vão tremer e o poder político e financeiro, os divinos mercados vão começar a arder. Mesmo que não seja no dia 7, se a tendência se mantiver nos tempos próximos, a sociedade dos banqueiros, dos "investidores", dos "credores" e de todos esses cretinos que andam atrás do máximo lucro e de depenar o parceiro do lado, sem quaisquer escrúpulos, desses que vendem pai e mãe nas bolsas, vai mesmo começar a arder. O nervosismo dos cronistas do regime é sintomático. Como revolucionários dionisíacos não podemos deixar de soltar umas boas gargalhadas sarcásticas e satânicas e gritos de júbilo. Desafiamos-te daqui, ó deus dos mercados, do dinheiro e do medo! Dizemos-te que tens pés de barro. Hoje, na madrugada de 26 de Novembro de 2010 cuspimos na tua cara. Juramos destruir-te como tu tens destruído muitos de nós, seja roubando-nos, seja intrujando-nos, seja vendendo-nos "felicidade" nos media, seja atirando-nos para a pobreza e para a miséria. Sabemos que ainda tens polícias, exércitos do teu lado, sabemos que o teu poder e o teu poder de persuasão ainda são consideráveis nas massas, mas também sabemos que a engrenagem, de tão vil, de tão torpe, de tão assassina, começa a ser posta em causa. Hoje, 26 de Novembro, afirmo a minha Liberdade sobre a Terra. Afirmo que as vossas TV's, os vossos jornais e as vossas vedetas boazonas não me levam na cantiga, que os vossos discursos me provocam vómitos, que os vossos orçamentos e impostos servem para limpar o cu, que os vossos mercados vão ser empalados no altar da Justiça, que ides ficar na mesma miséria para onde atirastes os vossos semelhantes, que o vosso império vai arder.



http://tripnaarcada.blogspot.com

RÁDIO ONDA VIVA

Abílio Nova nega autoria do blogue Póvoa on-line Sexta, 26 Novembro 2010 14:17 0 Comentários
Abílio da Nova diz-se de consciência tranquila e garante que não é ele o autor do polémico blogue Póvoa on-line (na fotografia ao lado).

O presidente da Câmara da Póvoa, Macedo Vieira confirmou ontem que foi notificado pelo Tribunal de que o processo judicial para apuramento da autoria do blogue que tanto deu brado contém dois nomes: o advogado Abílio Nova e o cronista e poeta António Pedro Ribeiro, que militou no Bloco de Esquerda.

O blog Póvoa on-line, recorde-se, fez nos anos anteriores às últimas eleições autárquicas, alusões a aspectos particulares de várias individualidades e instituições poveiras predominando corrosivamente satírico.

Macedo Vieira e o seu vice-presidente, Aires Pereira, conseguiram o encerramento judicial do blogue, mas o caso continuou na justiça e agora há um despacho de um juiz do tribunal da Póvoa que constitui arguidos António Pedro Ribeiro e Abílio Nova.

Contactado pela Rádio Onda Viva, o advogado negou que seja o autor, argumentando que tudo começou por “um boato no Verão do ano passado”.

E se o caso chegar a julgamento, com que estado de espírito vai Abílio Nova sentar-se no banco dos réus? A resposta é sardónica: ele alude ao caso Dourado onde Aires Pereira foi arguido por abuso de poder.

O advogado explicou ainda como surgiu António Ribeiro surge no processo, a par dele.

E, com todas as letras, Abílio Nova diz-se “inocente” nesta caso, e avisa que vai retaliar uma vez que o seu nome anda agora na praça pública.

Direito à parte, no campo político, Abílio Nova não vê com bons olhos a política seguida por Macedo Vieira para a Póvoa (ouça todas as declarações nos nossos noticiários).

MENINA BONITA


EU QUERO UMA MENINA BONITA

Eu quero uma menina bonita
para abraçar na praia
eu quero uma menina bonita
para beijar na boca
eu quero uma menina bonita
para olhar para ela
eu quero uma menina bonita
para andar de mão dada
eu quero uma menina bonita
para lhe dizer que é bonita
eu quero uma menina bonita
para lhe escrever poesia bonita
eu quero uma menina bonita
que sorri quando me vê
eu quero uma menina bonita
que não seja gorda nem magra
eu quero uma menina bonita
para que a vida não seja uma merda
eu quero uma menina bonita
como tu, rita.

APR, Vila do Conde, Praia Azul, 6.8.2006,

Thursday, December 02, 2010

RIBEIRO VERSUS MACEDO

Os suspeitos, Abílio Nova e António Pedro Ribeiro foram, este mês, constituídos arguidos com termo de identidade e residência, no seguimento do despacho de 25 de Outubro passado, emitido pelo juiz de instrução criminal Pedro Miguel Vieira, do Tribunal Judicial da Póvoa de Varzim a que este jornal teve acesso.

O blogue povoaonline, que actuou sempre sob anonimato, foi entre os anos de 2005 e 2008, um difusor de informações e textos, no qual eram de forma sarcástica, caricaturados políticos, jornalistas, presidentes de instituições, associações e figuras públicas da sociedade poveira.

Em 2008, e por determinação do tribunal, o blogue foi encerrado após queixa judicial contra o mesmo, por parte do presidente da câmara, Macedo Vieira e do vice-presidente, Aires Pereira. No entanto, o blogue foi substituído por um novo - povoaoffline - que mereceu igual destino por ordem do tribunal.
Na altura, o encerramento do povoaonline conseguiu um enorme destaque na imprensa nacional, sendo referenciado como um contrapoder à autarquia local.


A determinação pelo tribunal da Póvoa, da constituição de arguidos enquanto suspeitos no processo, de Abílio Nova e António Pedro Ribeiro confirmou-se agora, após muitas dúvidas existentes na cidade, de quem actuaria desta forma e na Internet sob o anonimato.



O que foi escrito

Um tribunal ordenou o encerramento do blogue http://povoaonline.blogspot.com . Entretanto os mesmos autores criaram o blogue http://povoaoffline.blogspot.com .

Que poderá fazer a justiça?

Pela primeira vez em Portugal um blogue foi suspenso na sequência de uma decisão de um tribunal. O blogue Póvoa Online era acusado pelo presidente e vice-presidente da Câmara da Póvoa do Varzim, Macedo Vieira e Aires Pereira, de os difamar.

Segundo a edição de hoje do jornal "Público", a Ordem das Varas Cíveis de Lisboa emitida a 13 de Maio determinava que a Google tinha de impedir de imediato o acesso ao blogue, o que só ocorreu na sexta-feira.

A decisão do tribunal foi colocada na Internet no dia seguinte, no novo site Póvoa Offline, por Tony Vieira, pseudónimo do autor ou autores do blogue.

O Póvoa Online, que existia desde 2005, considerava que "Actualmente (a Póvoa de Varzim) apenas oferece lixo, areia da praia contaminada e um mar poluído, tudo supervisionado por autarcas agarrados ao poder e sustentados por uma teia de corrupção que corrói toda a gestão municipal. Vingou a lei do cimento".

O tribunal considerou que "a maior parte do conteúdo do blogue" consistia em "artigos de opinião" e que os autores criticavam Macedo Vieira e Aires Pereira, não apenas como presidente e vice-presidente da Câmara, mas também como "cidadãos, pais, familiares e amigos".

A sentença considerou também que diversos textos do Póvoa Online não eram feitos como "uma critica construtiva, baseada em factos provados, concretos e objectivos, mas com o objectivo de difundir, junto do público, de forma gratuita, a ideia de que os requerente são corruptos e corruptíveis".

Monday, November 29, 2010

MANIPULAÇÃO MEDIÁTICA

Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Mediática

O linguista americano Noam Chomsky elaborou a lista das "10 estratégias de manipulação" através da comunicação social:



1- A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes.

A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir o povo de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área das ciências, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado "problema-reacção-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público, a fim de que este tenha a percepção que participou nas medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público exija novas leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, durante anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários baixíssimos, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é aplicado imediatamente. Segundo, porque o público - a massa - tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá vir a ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia da mudança e de aceitá-la com resignação quando chegar o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO SE DE CRIANÇAS SE TRATASSEM

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos da debilidade mental, como se cada espectador fosse uma criança de idade reduzida ou um deficiente mental. Quanto mais se pretende enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante. Porquê? "Se você se dirigir a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a dar uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

6- UTILIZAR MUITO MAIS O ASPECTO EMOCIONAL DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do discurso emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e pôr fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para incutir ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de eliminar (ver 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover no público a ideia de que é moda o facto de se ser estúpido, vulgar e inculto...

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, de suas capacidades, ou do seu esforço. Assim, ao invés de revoltar-se contra o sistema económico, o indivíduo autocritica-se e culpabiliza-se, o que gera um estado depressivo, do qual um dos seus efeitosmais comuns, é a inibição da acção. E, sem acção, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No decorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado um crescente afastamento entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos sobre si próprios.