Thursday, March 14, 2013

BELO

E se a nossa mente explodisse, se elevasse ao máximo as suas potencialidades? O que seríamos capaz de criar? Muita coisa perderia o valor. Como a compra e venda, a relação comercial, o dinheiro. Seríamos deuses, seres de luz, efectivamente filhos das estrelas, da primeira luz. A ideia seria realmente soberana, seríamos capazes de tudo, de atingir o belo, o bem, o sublime. Poderíamos ser terríveis mas também infinitamente bons, capazes de dar amor a todo o momento. Ultrapassaríamos a política, a economia, tudo seria alma e céu. Sim, o que poderíamos ser se nos realizássemos aqui na Terra e além dela. Seríamos reis, rainhas, seres encantadores, extáticos, livres. Deixaríamos de andar ordenados, ao ritmo do relógio, sem tempo, sem limites, sem trabalho. O que seria o homem para lá do homem? Belo, soberbo, magnífico, um senhor sem escravos, ao seu ritmo, como no início dos tempos.

3 comments:

Nuno Silva said...

Gostei do que escreveste. Tens algumas verdades, mas não te apercebes que no fim de isto tudo tens livros à venda e queres ser como os outros. Todos queremos ser famosos e tu para te sentires superior nos teus excessos de personalidade críticas os desgraçados da bola, mas nem realizas a ideia de que o vazio também és tu. Percebe uma coisa, desenvolve o tema da crítica social. Em relação às tuas referências à um grande paradoxo em ti: como se pode ter como modelo o H. Miller e a Bárbara Guimarães?

Nuno Silva said...

"há"

A. Pedro Ribeiro said...

a Bárbara Guimarães é gozo.