Thursday, December 30, 2010

EZLN


Rincón Zapatista NL, invita a celebrar el Grito Digno del ¡Ya Basta!

RINCON ZAPATISTA-NUEVO LEÓN

Tapia 1538 A, entre Julián Villarreal y Héroes del 47, Centro de Monterrey.

Ven a CELEBRAR con nosotros


EL GRITO DIGNO Y REBELDE ZAPATISTA DEL ¡YA BASTA!

El domingo 2 de enero de 2011
De las 2 de la tarde a las 8 de la noche.

PROGRAMA.

4:00 de la tarde

DEL CICLO DE CINE: “LA DIGNIDAD REBELDE”

3 excelentes películas cortas: “Somos gente del maíz”, “Porque somos origen de acá”, Territorio zapatista: “Nuestro futuro que viene”.

5:00 de la tarde

BREAKDANCE

6:30 de la tarde

Convivio con tamales, pastel y ponche.

Entrada Libre


¡VIVAN LAS COMUNIDADES ZAPATISTAS!
¡VIVA EL EJÉRCITO ZAPATISTA DE LIBERACIÓN NACIONAL (EZLN)!
¡ALTO A LAS AGRESIONES MILITARES, PARAMILITARES Y DEL PRI, PAN Y PRD CONTRA LAS COMUNIDADES ZAPATISTAS!

RINCONZ.NL@GMAIL.COM

HTTP://RZNUEVOLEON.IDEOSFERAS.ORG

Wednesday, December 29, 2010

EM NOME DO DESESPERO

Duas pequenas bombas explodiram em frente à sede da Liga Norte, partido de direita membro da coligação do Governo italiano, sem fazer vítimas.
A Liga Norte, de Umberto Bossi, é um partido que tem feito do combate à imigração a sua bandeira. Bossi vive a um quarteirão da sede do seu partido.

Segundo a polícia, os responsáveis por este ataque deverão ser elementos do mesmo grupo anarquista que na semana passada enviou pacotes armadilhados a três embaixadas em Roma, deixando duas pessoas feridas, um delas com gravidade.

FILHOS DA PUTA


A partir de dia 1 só continua isento quem não receber mais que o SMN
Parte dos desempregados e pensionistas perdem isenção de taxas moderadoras na saúde
29.12.2010 - 09:50 Por PÚBLICO

Só os desempregados que recebam um subsídio de desemprego não superior ao salário mínimo nacional vão manter, a partir do início de 2011, direito à isenção de taxas moderadoras na saúde.
Muitas dezenas de milhares vão perder isenções

(Rui Gaudêncio/ arquivo)

Até agora, todos os desempregados inscritos nos centros de emprego, bem como os seus cônjuges e filhos menores, tinham direito àquela isenção. Mas a partir de sábado, 1 de Janeiro, deixa de ser assim, segundo noticia a imprensa económica de hoje. Os cônjuges e filhos menores dependentes também perdem esse direito.

Por outro lado, os cônjuges dos reformados com pensões de reforma inferiores ao valor do salário mínimo nacional estavam até agora isentos daquelas taxas, mas a partir de sábado muitos perdem esse direito, revela o Jornal de Negócios. Só o manterão no caso de também terem rendimentos inferiores ao salário mínimo.

Estas novas regras decorrem da nova lei de condição de recursos, publicada no Verão, que fazia depender a isenção das taxas moderadoras dos rendimentos globais. Mas só desde ontem, com a publicação destas medidas em Diário da República, ficou a saber-se em que moldes.

Aquela lei alargou o conceito de “rendimento”, englobando os de todos os elementos das famílias e incluindo apoios como o subsídio de desemprego e juros de depósitos bancários.

Não é ainda possível saber o número de pessoas serão afectadas pelo diploma publicado ontem, mas haverá muitas dezenas de milhares. O Diário Económico lembra que o valor médio do subsídio de desemprego ronda actualmente os 480 euros (o SMN fica no 485 no dia 1), segundo os últimos dados da Segurança Social, enquanto um estudo recente citado pelo Negócios revelava que 60 mil desempregados recebiam subsídio superior a 628 euros por mês.

Tuesday, December 28, 2010

Póvoa offline

AI, OS BLOGUES

tos sobre telemóvel defeituoso
Empresa enfrenta chuva de críticas por intimar ex-cliente a apagar textos de blogue
28.12.2010 - 17:57 Por João Pedro Pereira

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1 de 1 notícias em Tecnologia
A Ensitel, uma cadeia de lojas portuguesa que vende aparelhos de electrónica, intimou judicialmente uma ex-cliente a apagar textos do seu blogue pessoal, que criticavam a actuação da empresa. O resultado foi uma avalancha de críticas na blogosfera, no Twitter, Facebook, YouTube e outras redes sociais.
As críticas espalharam-se rapidamente pelas redes sociais (Thierry Roge/Reuters)

A explosão de críticas começou esta segunda-feira, quando Maria João Nogueira, autora do blogue jonasnuts.com e ex-cliente da Ensitel, escreveu que a empresa lhe tinha enviado uma providência cautelar para que retirasse uma série de seis textos relativos à empresa e escritos ao longo de 2009.

Nestes textos, Maria João Nogueira narra que a empresa se recusou a trocar um telemóvel defeituoso e que, após uma série de tentativas de troca e de devolução do dinheiro, o caso acabou em tribunal, onde o juiz deu razão à Ensitel.

Maria João Nogueira, que já tinha sido contactada pelos advogados da Ensitel, escreveu no texto desta segunda-feira: “Os senhores cumpriram a ameaça, e no dia 22 recebi a tal citação pessoal, que é um documento de 31 página[s] (sim, 31) em que sou intimada pelo tribunal a constituir um advogado, e é um procedimento cautelar”. A autora do blogue tem desde a recepção do documento dez úteis para constituir advogado e contestar a providência cautelar.

A sucessão viral de reacções que se seguiu à publicação no blogue deve-se em parte ao facto de Maria João Nogueira ser responsável pela gestão da comunidade de blogues do portal Sapo e uma presença frequente nos círculos da blogosfera e das redes sociais portuguesas.

"Não estou satisfeita com nada disto, a verdade é essa", observou ao PÚBLICO Maria João Nogueira. "Para mim o tema já estava morto e enterrado. No dia em que escrevi o post a descrever o último episódio não voltei a escrever sobre o assunto. Eu não queria colocar em causa a reputação de ninguém, eu queria partilhar a minha experiência enquanto consumidora daquela empresa. Fi-lo enquanto durou essa experiência, depois passou, abandonei o tema, nunca me ocorrendo que isto pudesse resultar na actual situação."

A autora, porém, diz estar "obviamente satisfeita com as inúmeras mensagens de apoio".

O advogado Manuel Lopes Rocha, da sociedade de advogados PLMJ, explicou ao PÚBLICO que os casos que se passam na blogosfera se desenrolam “como em qualquer outra situação” deste tipo. “O juiz avaliará se há ou não difamação. Se [os textos] forem factuais, não vejo por que hão-de ser apagados”.

O PÚBLICO contactou a empresa, que remeteu todas as explicações para um comunicado, que foi entretanto distribuído na tarde desta terça-feira e que está também disponível na página da empresa no Facebook (onde se acumulam os comentários depreciativos, bem como várias queixas de que alguns comentários anteriores foram apagados pela empresa).

No comunicado, sucinto, lê-se: “A Ensitel não põe minimamente em causa qualquer tipo ou forma de liberdade de expressão, mas repudia, rejeita e não aceita ser alvo de uma autêntica campanha difamatória, assente em factos absolutamente falsos que têm como único intuito denegrir a imagem e boa reputação que a Ensitel construiu ao longo de 21 anos, apenas porque o cliente não se conformou com uma decisão judicial que lhe foi desfavorável.”

No Facebook há ainda uma página para criada para criticar a empresa. Já no YouTube foi publicado um vídeo que parodia o caso, sob o título EnSHITel. No FourSquare (um serviço que permite aos utilizadores assinalarem os locais onde estão), um utilizador escreveu: “Esta e uma empresa que processa os seus clientes para removerem opiniões negativas sobre a empresa, nos seus blogs pessoais!!! COMPRAR NA ENSITEL?! Nao obrigado!” [SIC].

ENLACE ZAPATISTA


El pueblo organizado de Mitzitón denuncia ataque de paramilitares.
Pueblo Organizado de Mitzitón, Chiapas. Adherente a La Otra Campaña. 26 de diciembre de 2010.

A la Comisión Sexta
A las Juntas de Buen Gobierno
Al Congreso Nacional Indígena
A la Sexta Internacional
A tod@s l@s adherentes A la Sexta Declaración de la Selva Lacandona
A los Centros Derechos Humanos No Gubernamentales
A los medios libres e independientes


Primero que nada reciban un saludo que mandamos hombres, mujeres, niñas, niños y personas mayores del pueblo organizado de Mitzitón adherente a La Otra Campaña. En estos días que son de fiesta en muchos lugares, nuestro corazón está fuerte pero a la vez no vivimos tranquilos por todas las cosas que nos hacen los paramilitares. Esta vez, como ante hemos hecho, escribimos para denunciar los ataques que recibimos de parte de los paramilitares del Ejército de Dios “Alas de Águila”.

El pasado día 23 de diciembre cerca de las 6:30 de la noche, fueron atacados cuatro de nuestros compañeros que se dirigían a la casa ejidal. A pocos metros de llegar los alcanzaron un grupo de aproximadamente 20 paramilitares, como estaba oscuro no se pudo reconocer a todos, pero si miró bien que ahí estaban Miguel Díaz Gómez, Luis Rey Pérez Heredia, Carmen Gómez Gómez, Feliciano Jiménez Heredia, Roberto Jiménez Heredia, Victor Heredia Jiménez, Tomás Díaz Gómez y Julio Hernández Gómez.

Estos paramilitares comenzaron a golpear a nuestros compañeros y 3 de ellos forcejeando y luchando se lograron escapar que son Manuel de la Cruz Vicente, Julio de la Cruz Vicente, Lucio de la Cruz Vicente, ellos quedaron bien golpeados y le rajaron su cabeza por que no solo los golpearon con sus puños sino también con palos y piedras. Pero el compañero Domingo de la Cruz Vicente no se logró escapar y a él se lo llevaron a donde está la casa de Francisco Gómez Díaz y Gregorio Gómez Jimémez donde los paramilitares ya hicieron una cárcel para irnos encerrando. Es como una reja de metro y medio donde lo metieron y ahí lo bañaron de gasolina, lo orinaron, lo desnudaron y lo siguieron golpeando como una hora. Este compañero se encuentra terriblemente golpeado, lo trataron como ni a un animal se debe tratar, y ya bien maltratado lo llevaron a una camioneta cerca de la casa ejidal y ahí lo dejaron.

A eso de las 8:30 de la noche se pusieron a hacer un tiroteo cerca de donde está nuestro letrero de Adherentes a La Otra Campaña, se oyeron bastantes disparos tal vez vaciaron unos dos cargadores. Como a eso de las 11 de la noche ya estaban los 4 compañeros golpeados en su casa, ahí llegaron otra vez los paramilitares queriendo sacarlos de sus domicilios para quererlos matar. Llegaron dos camionetas sin luz. Hay dos entradas para su casa y cuando lo vieron el carro sin luz, se escondieron y ahí lo alcanzaron a escuchar que dicen esos paramilitares. Y los vieron que los paramilitares Roberto y Feliciano se pusieron a echar bala como a 300 metros de la casa.

Después ya en la madrugada como a las dos hicieron otro tiroteo en la casa de Gregorio. Desde esa noche ya casi todas las noches está disparando y las balas han pasado cerca de casa de nuestros compañeros entre ellos del compañero Pedro Díaz Gómez.

Donde está la justicia, el castigo a los que violan los derechos que tanto presume el mal gobierno del Estado y Federal. Ya tenemos muchas denuncias públicas, con eso es suficiente para que ellos investiguen, ya hemos dado pruebas y levantando denuncias ante las autoridades de las agresiones, de la tala clandestina y toda clase de delitos que esos paramilitares cometen en contra de nosotros y no hace nada, ni cumple su palabra, por que para él su palabra no vale nada, por eso vienen aquí sus representantes y firman acuerdos y luego se hacen como si no pasó nada.

El mal gobierno anda diciendo que es problema religioso, una vez más queremos que quede bien claro que nosotros respetamos la creencia de cada quien, con lo que no estamos de acuerdo y no vamos a permitir es que se sigan cometiendo delitos en nuestra comunidad y se siga utilizando al Ejército de Dios “Alas de Águila” para atacarnos y detener nuestra lucha y nuestra organización y camino hacia la autonomía y los derechos que tenemos como pueblo indígena que somos.

Este domingo 26 de diciembre nos reunimos en asamblea general donde se acordó exigir el acuerdo firmado con los funcionarios del mal gobierno en la fecha del 05 de julio de este año y que hasta ahorita no ha cumplido la reubicación de los paramilitares, el gobierno en ese papel pidió un mes para que ellos negociaran con los del Ejército de Dios y hasta ahora no han hecho nada.

El pueblo ya tomó su decisión, ya está cansado de tanta tortura y amenazas. Vemos como esos paramilitares se sienten cada vez más fuertes y por eso andan golpeando y disparando, buscando provocarnos. Si algo llega a suceder en nuestro pueblo el responsable directo será Juan Sabines Guerrero y Felipe Calderón Hinojosa, por dar impunidad a delincuentes paramilitares y no cumplir su promesa lo que prometió y firmo al pueblo de Mitzitón.




ATENTAMENTE

Pueblo Organizado de Mitzitón, Adherente a La Otra Campaña.

ISTO COMEÇA A ARDER


grazia tanta grazia tantagrazia.tanta@gmail.com

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Sent: Tuesday, December 28, 2010 10:05:00 PM
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Porque é que a violência do governo não haverá de ter respostas à altura ?

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A28: cabine de pórtico de portagem foi incendiado com pneus

A cabine do pórtico para cobrança de portagens na A28 em Neiva, Viana do Castelo, foi vandalizada na madrugada de sábado, através da colocação de pneus a arder, informou este domingo fonte dos bombeiros, noticia a Lusa.
Segundo a fonte, a ocorrência registou-se perto das 5:00, tendo os bombeiros ocorrido ao local por duas vezes, a primeira das quais para apagar as chamas e a segunda a pedido da concessionária da A28, para abrir a porta da cabine.

A Lusa contactou a Via Verde, concessionária da A28, que se escusou a revelar se o incêndio afectou a corrente eléctrica e, assim, inviabilizou a cobrança de portagens, remetendo eventuais esclarecimentos adicionais para segunda-feira.

Aquele pórtico tem sido contestado por servir a maior zona industrial do concelho de Viana do Castelo, sendo muitas as vozes que já exigiram a sua remoção.

Os veículos da classe 1 pagam 75 cêntimos pela passagem naquele pórtico, subindo os preços para 1,25 euros, 1,65 e 1,80 consoante as viaturas forem da classe 2, 3 ou 4, respectivamente.

http://diario.iol.pt/sociedade/a28-vandalismo-portagens-scut-portico-tvi24/1221331-4071.html

A concessionária Litoral Norte e a Operadora ViaLivre da A28 (Matosinhos/Viana do Castelo) «repudiaram» esta terça-feira os actos de vandalismo levados a cabo contra as estruturas de portagem nesta estrada, o último ocorrido esta madrugada em Esposende.
A posição das empresas, que têm a responsabilidade na gestão e na operacionalização da cobrança de portagens, surge na sequência de mais um acto de vandalismo, ocorrido esta madrugada contra um pórtico localizado na A 28, em Esposende.

O acto foi perpetrado «por dois homens encapuzados que atacaram a tiro o pórtico», explicou a concessionária em comunicado, adiantando que comunicou o ocorrido à GNR que «já está a investigar o caso».

Segundo as empresas, o «ataque não afectou o sistema que continuou a funcionar como habitualmente».

A concessionária afirma ainda que se reserva o direito de «agir judicialmente para apuramento das responsabilidades» de forma a ser «ressarcida pelos danos causados».

São já dois os actos de vandalismo contra as portagens na A 28, sendo que o primeiro ocorreu na madrugada de sábado, na cabine do pórtico para cobrança em Neiva, Viana do Castelo.

Aquela estrutura, que tem sido contestada por servir a maior zona industrial do município de Viana do Castelo, foi vandalizada através da colocação de pneus a arder.

«Autismo» do Governo

A Comissão de Utentes do Litoral Norte disse, entretanto, à Lusa que os actos de vandalismo contra os pórticos da A 28 são consequência da «posição autista dos políticos», quando decidiram portajar as Scut.

«Não quiseram dialogar com ninguém e agora, quase inevitavelmente, acontece isto», frisou.

José Rui Ferreira justifica que estas atitudes surgem «perante um quadro de desespero» dos automobilistas que diariamente circulam naquela via.

É que as portagens na A 28, a estrada que liga Viana do Castelo a Matosinhos, tem-se «traduzido num encargo para as famílias e empresas que agora estão a reagir desta forma», aponta o porta-voz das comissões de utentes.




Perante este cenário, o representante da Comissão de Utentes diz não ter ficado surpreendido com estes actos.

Ainda assim, José Rui Ferreira fez questão de lembrar que o movimento criado para contestar a colocação de portagens nas antigas Scut «sempre promoveu iniciativas dentro de um quadro de legalidade».

O porta-voz da comissão termina dizendo que «acredita» que outros actos destes se possam repetir nestas vias.



http://diario.iol.pt/sociedade/a28-portagens-portico-vandalismo-gnr-tvi24/1221915-4071.html

Monday, December 27, 2010

DA RTP


From: ant.carneiro@sapo.pt
To: ;
Subject: Fw: VAMOS FECHAR A RTP
Date: Mon, 27 Dec 2010 16:08:13 +0000



Subject: VAMOS FECHAR A RTP




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> Assunto: Fwd: VAMOS FECHAR A RTP
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> SE ÉS PORTUGUÊS E GOSTAS DE PORTUGAL TENS O DEVER DE FAZER ALGUMA COISA.
> CHEGA DE SERMOS ALDRABADOS, ROUBADOS, GOZADOS.
> CHEGA DE FALTAS DE RESPEITO POR QUEM TRABALHA.
> O LUÍS NAZARÉ DISSE QUE BASTAVA QUE PRIVATIVASSEM A RTP PARA NÃO HAVER
> ESTA AVALANCHE DE CORTES NAS RECEITAS E AUMENTOS DE IMPOSTOS.
> EM VEZ DISSO , O GOVERNO QUER AUMENTAR EM 30% A TAXA DE AUDIOVISUAL
> DEBITADA NA FACTURA DA EDP PARA PAGAR OS ORDENADOS MILIONÁRIOS DOS
> FUNCIONÁRIOS DA RTP, por ex .:
>
> Judite de Sousa: 15.000,00 EUR / mês x 14 meses
> Catarina Furtado: 25.000,00 EUR / mês x 14 meses
> Malato: 20.000,00 EUR / mês x 14 meses
> O escritor: 16.000,00 EUR / Mês x 14 meses
> O chefe de programação: 17.000,00 EUR / mês x 14 meses etc ...
>
> Por outro lado um casal que tenha 1 filho e ganhe no seu conjunto
> 800,00 EUR mês é-lhe retirado o abono de família.
>
> Esta gente está no seu perfeito juízo?
> Devem estar a gozar com a nossa cara. Até aqui pensaram que eramos
> todos estupidos. Agora pensam que somos parvos. E se este orçamento
> passar a culpa é dos todos os portugueses que deixam o país ser gerido
> por estes politicozinhos provincianos que nunca geriram nada, que não
> sabem nada, que levaram o país à falência, que fizeram leis para terem
> 2, 3 e 4 reformas e deixar o povo à míngua.
>
> ESTAMOS A VIVER A DITADURA DA DEMOCRACIA DE LADRÕES.
> VENHA O FMI. VENHA BRUXELAS. VENHA A ALEMANHA. VENHA ESPANHA. VENHAM
> TODOS GOVERNAR ESTE PAÍS.
> POLÍTICOS PORTUGUESES DEMITAM-SE.
> VENDAM A RTP. FECHEM A RTP. NÃO NOS ROUBEM O PÃO NOSSO DE CADA DIA.
> DEIXEM-NOS VIVER COM DIGNIDADE. DEIXEM VIVER OS NOSSOS FILHOS PORQUE
> TÊM ESSE DIREITO. NÃO NOS ASFIXIEM MAIS.
>
> REPASSA PARA QUE CIRCULE POR TODO O PAÍS.
>

EXPLOSÃO E REVOLTA, AH!AH!


António Barreto e Boaventura Sousa Santos
Sociólogos dizem que portugueses receberam a crise com surpresa mas podem passar à "explosão"
27.12.2010 - 11:34 Por Lusa

A crise foi-se instalando e apanhando os portugueses de surpresa. Primeiro é a estupefacção e a inacção ditadas pelo medo instaurado por um passado recente sem democracia, depois é a “explosão”, comentam os sociólogos António Barreto e Boaventura Sousa Santos.
Para António Barreto, o problema do país é a dependência do Estado e das organizações públicas (Foto: Paulo Pimenta)

Os dois sociólogos justificam a aparente calma da sociedade portuguesa, num contexto de agravamento de crise e de escalada de violência em manifestações pela Europa, com a falta de tradição organizativa e excessiva dependência do Estado.

“O ano 2010 é um ano de susto, em que os portugueses foram apanhados de surpresa. Um ano de medidas de austeridade aplicadas gradualmente e que não tiveram um efeito pleno na vida dos portugueses, como tiveram em países como a Grécia, onde as medidas foram particularmente drásticas”, afirmou Boaventura Sousa Santos.

Além disso, Portugal não tem tradição organizativa, considera o sociólogo, lembrando que o país viveu metade do século XX sem democracia e que, por isso, as pessoas continuam a ter medo e a viver como num regime de ditadura.

“É natural que algo aconteça a partir do momento em que estas medidas possam entrar não só no bolso, mas na cabeça das pessoas e estas percebam que estão a ser roubadas para que o sistema financeiro e os bancos continuem a ganhar rios de dinheiro e a fazer disparar o consumo ostentatório que tem neste Natal um dos pontos mais altos desde 2008”, afirmou.

Boaventura Sousa Santos acredita que as “coisas vão piorar” e que “se não houver inflexão vai-se assistir a uma situação explosiva nos próximos anos”.

Na opinião do sociólogo, Portugal não é dos países que “mais se ofendem, pois viveu muito tempo com a mediocridade escondida do salazarismo”, e “não tem tanta percepção de justiça”, mas pode ser contagiado pelas mobilizações sociais na Europa, perante o desgaste dos direitos sociais.

Para António Barreto, o problema de Portugal é a dependência do Estado e das organizações públicas. “Quanto maior a dependência, mais o receio de expressão livre e independente, sobretudo da expressão de contestação. Mas também este facto tem particularidades: recalcar a expressão crítica por causa de dependência pode conduzir a verdadeiras explosões, mais tardias, mas mais cruas ou violentas”, considera o sociólogo.

Durante este ano, o clima de contestação foi elevado, mas sob formas pacíficas e institucionais, considerou o sociólogo, lembrando, contudo, que a situação se pode alterar. “Nem sempre a contestação é proporcional à dificuldade. Por exemplo, taxas elevadas de desemprego e até situações de fome ou carência podem coexistir com graus igualmente elevados de resignação”, afirmou, manifestando-se convicto de que no próximo ano se “desenvolverá muito significativamente o descontentamento”.

Na opinião do sociólogo, se o poder político não souber responder com clareza e se revelar instável e incoerente, as coisas podem agravar-se. “E se o poder político persistir em não reconhecer os problemas, em não esclarecer, em mentir, em enganar os cidadãos e em, pior de tudo, enganar-se a si próprio, poderemos recear uma crescente tensão social”, acrescentou.


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CABRÕES DE MERDA


As medidas do Governo vão provocar recessão
Austeridade gera recessão e obriga a medidas adicionais de mil milhões
27.12.2010 - 07:26 Por João Ramos de Almeida

1 de 13 notícias em Economia
seguinte »Quando se chegar ao final de 2011, as medidas previstas no Orçamento do Estado para reduzir o défice orçamental de 7 para 4,6 por cento do PIB poderão ser insuficientes.
Sócrates e Teixeira dos Santos terão que refazer as contas

(Foto: Daniel Rocha)

Economistas contactados pelo PÚBLICO estimam que podem faltar, pelo menos, mil milhões de euros, tudo dependendo da "almofada" que o OE já possui face às metas.

De onde vem esta insuficiência de recursos, depois de tanto aperto como o previsto? Vem justamente desse aperto e dos seus efeitos negativos na economia e destes, novamente, nas contas públicas. Efeitos que, a julgar pelo quadro macroeconómico oficial, o Governo não anteviu. Esses alertas foram já deixados em Novembro passado, quando a Comissão divulgou as suas previsões (bem mais negativas do que as oficiais), tendo o Governo alegado não haver necessidade de medidas adicionais.

Comece-se pelo princípio. Cortes nos vencimentos da função pública, aumentos no IRS e do IVA, congelamento de pensões, cortes em direitos sociais, entre outras medidas, redundarão numa diminuição do rendimento disponível da generalidade dos portugueses que é quem está a pagar o grosso da "factura". E os seus efeitos são óbvios - retracção da procura, queda do consumo privado, que se repercute em menor investimento e menor importação, redução da actividade, maior desemprego, tendências que acentuarão ainda mais a quebra do consumo e do investimento.

As medidas previstas representam, segundo os valores oficiais, uma redução da despesa pública de 2,2 pontos percentuais do PIB e um aumento da receita fiscal de 1,2 pontos percentuais do PIB.

Ora, ao contrário do Governo, que espera em 2012 um crescimento económico de 0,2 por cento, esses efeitos já foram antecipados por organizações internacionais. Vem aí uma recessão e a sua dimensão varia entre menos 0,2 por cento (OCDE), passando por menos 1 por cento (Comissão Europeia) e menos 1,2 por cento (FMI).

Mas uma recessão é um fenómeno grave, com reflexos tanto na despesa orçamental como na receita. No final, qual poderá ser o seu efeito global nas contas públicas? O PÚBLICO pediu a dois economistas para o tentar medir.

Défice subavaliado

Miguel St Aubyn do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) lembra que, segundo estudos recentes, a relação entre saldo orçamental e evolução do PIB (elasticidade) é de 0,5 - ou seja, a queda de cada ponto percentual do PIB acarreta uma subida do défice de meio ponto percentual.

Com base na previsão da Comissão Europeia, o PIB português cairia 1,2 pontos percentuais face à previsão oficial. E isso "conduziria a um défice de 5,2 por cento do PIB" em 2011, acima da meta de 4,6 por cento do PIB. "Este défice mais elevado conjugado com um PIB mais baixo conduziria a que a dívida pública se situasse em 88,3 por cento do PIB, isto é, 1,7 pontos acima do previsto no OE 2011".

Por outras palavras, caso Portugal queira cumprir a meta de 4,6 por cento do PIB para o défice orçamental, terá de encontrar novas medidas que cortem o défice em pelo menos 0,6 pontos percentuais do PIB - isto é, mais de mil milhões de euros, cerca de dois submarinos adicionais. Um valor que ainda não tem em conta o acréscimo dos encargos fruto da subida do stock da dívida para 88,3 por cento do PIB.

António Afonso, economista do Banco Central Europeu, lembra que essa elasticidade condiz com os cálculos da OCDE e que as "estas contas fazem naturalmente sentido". Mas ambos economistas lembram que estes números devem ser lidos com reserva e que, como afirma António Afonso, "são ilustrativos, e não têm, como é óbvio, em consideração efeitos de feedback mais complexos entre as alterações da despesa orçamental, rendimento disponível, consumo privado, impostos, PIB". Medir esses efeitos é bem mais complexo e requer outras metodologias (ver texto). Por outro lado, talvez os recursos em faltam em 2011 não sejam tão elevados. O ministro das Finanças garantiu que a previsão da receita fiscal foi cautelosa e já teve em conta uma recessão de menos 0,7 por cento em 2011. Mas não foi o caso da despesa.

Em qualquer dos casos, mais cortes na despesa ou mais aumentos das receitas redundarão em mais efeitos recessivos. E daí por diante.

A ideia é partilhada pela economista chefe do BPI, Cristina Casalinho, ouvida pela Lusa sobre a possível descida do rating de Portugal anunciado pela agência Moody"s e que foi mais tarde concretizado pela Fitch. "Se a economia se contrai e as taxas de juro continuam elevadas, significa que vamos ter recessão, o que dificulta a capacidade de pagamento da dívida, que passa a ter uma dinâmica que não é sustentável. Assim, vamos ter uma dinâmica imparável de crescimento da dívida, o que coloca problemas no pagamento a prazo." O problema, conclui, é que, "a prazo, mesmo que tenhamos uma política fiscal absolutamente exemplar, se não tivermos crescimento [económico], a dívida vai continuar a crescer". "O problema de dívida", acrescentou Cristina Casalinho, "não se resolve exclusivamente com consolidação [orçamental]."

Se as medidas que vão vigorar a partir de 1 de Janeiro próximo contribuem para a insustentabilidade das finanças públicas, então seria necessário adoptar outras. E medir o seu impacto macroeconómico. Resta saber se as 50 medidas de relançamento económico, anunciadas pelo Governo, compensam o efeito recessivo do OE de 2011.

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Sunday, December 26, 2010

REVOLTA EM VIANA


Pagamentos parados
Cabine de portagens da A28 em Viana do Castelo incendiada com pneus
26.12.2010 - 15:07 Por Lusa

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« anteriorA cabine do pórtico para cobrança de portagens na A28 em Neiva, Viana do Castelo, foi vandalizada na madrugada de sábado, através da colocação de pneus a arder, informou hoje fonte dos bombeiros.
Segundo a fonte, a ocorrência registou-se perto das 5h00, tendo os bombeiros ocorrido ao local por duas vezes, a primeira das quais para apagar as chamas e a segunda a pedido da concessionária da A28, para abrir a porta da cabine.

A Lusa contactou a Via Verde, concessionária da A28, que se escusou a revelar se o incêndio afectou a corrente eléctrica e, assim, inviabilizou a cobrança de portagens, remetendo eventuais esclarecimentos adicionais para segunda-feira.

Aquele pórtico tem sido contestado por servir a maior zona industrial do concelho de Viana do Castelo, sendo muitas as vozes que já exigiram a sua remoção.

Os veículos da classe 1 pagam 75 cêntimos pela passagem naquele pórtico, subindo os preços para 1,25 euros, 1,65 e 1,80 consoante as viaturas forem da classe 2, 3 ou 4, respectivamente.


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O POETA E JESUS


É, de novo, madrugada. O poeta arde. Não sabe se é Jesus ou se está em Jesus. Não sabe se o que está a viver é o princípio de uma alucinação ou se é algo mais, capaz de unir os povos da Terra. Tal como Jesus, o poeta quer derrubar os banqueiros e os mercados mas hesita quanto ao uso da violência. Vê as montras partidas e os carros incendiados em Paris, Roma, Atenas e acredita que a revolução passa por aí. Também Jesus apelou ao fogo e à espada. Também Jesus era provocador e insolente. "No mundo tereis aflições, mas tende confiança! Eu venci o mundo", disse. Venceremos o mundo, derrubaremos o poder. Companheiros, companheiras. Aproxima-se a hora. Contudo, o poeta ainda tem dúvidas. Teme a barbárie pura. Deseja o amor entre os homens mas odeia os governantes, os mercadores, os banqueiros. Quer um mundo novo e um homem novo despidos da moeda e da mercearia.
É, de novo, madrugada. O poeta arde. Não sabe se é Jesus ou filho de Jesus. A mente e o coração expandem-se. O poeta sente que está a iniciar uma nova vida. Uma vida de entrega ao próximo e ao longínquo, sem caridadezinhas. O poeta sabe que, sendo naturalmente irresponsável, tem responsabilidades. Como Nietzsche, cria, dança em redor da sabedoria. As suas palavras vão chegar mais longe. Sabe-o. Os próximos dias poderão ser decisivos. O poeta chegou onde queria. Não haverá mais escritos menores, gratuitos. O poeta é de graça e é da graça. Canta, ri. O mundo está a seus pés, tal como as mais belas das mulheres. Se bem que seja necessária alguma pudência com as mulheres. Mas o poeta começa a conhecer as mulheres. Já não é o rapaz ingénuo dos 18 anos. As ideias vêm. O cérebro quase rebenta. O poeta quer construir um mundo novo. Acredita. É isso que o distingue dos outros. Hesita entre a paz e a espada. Sabe que a morte espreita. Mas vai continuar. É para isso que veio ao mundo. Acredita. É do mundo. Vai ao fundo do ser. Vive. É. Está a chegar a hora, companheiros, companheiras. Chegou o tempo de cerrar fileiras. O poeta sabe que a manhã virá. E com ela a luz. Mas também a vida da rotina. Talvez ainda não amanhã, domingo. Mas segunda-feira. O poeta escreve e os homens dormem. Já não é Natal. O poeta nasceu outra vez. Vai pregar na praça. Vai sujeitar-se ao desprezo dos homens e das mulheres. Mas vai chegar a muita gente. Dentro e fora dos livros. O poeta é aquele que quer ser. Pensa na amada. Pensa que o amor também pode vir através da espada. Os galos cantam. Pedro não o nega. Está a escrever verdadeiramente como os mestres. É aqui que queria chegar. Ou melhor, está é uma das etapas do processo. O poeta já quase não sente medo. Prossegue. Escreve madrugada fora. Está na casa da mãe e dos irmãos. Consulta o Evangelho de João. Vive. Chama o pai. Ele ouve-o. A voz do pai ecoa na sua mente. Está em paz. Há outra vida na mente. Uma vida sem economistas nem conta-corrente.

Saturday, December 25, 2010

VÉSPERA DE NATAL


São seis da madrugada. Estou, de novo, em Braga. É véspera de Natal. "Deixaremos os palácios do poder na solidão da sua miséria e iremos paa outro lado", gritam os estudantes em Itália. Eis a revolução dionisíaca. Eis a rebelião que cospe nos palácios do poder e surge onde menos se espera. Pode até ser aqui, na pena do poeta, que escreve em Braga às seis da madrugada. No silêncio da caneta verde. Aproxima-se o Grande Meio-Dia. Escutai-me, companheiras, companheiros. Estamos a atravessar para o outro lado. Break On Through to the Other Side, como cantava Morrison. Escutai-me. Estou lúcido novamente. As irmãs estão desavindas mas eu estou lúcido. O menino veio ter comigo, abraçou-se a mim e eu fiquei lúcido. Solto palavras que não sei de onde vêm. Este é, de novo, o dia triunfal. "Deixaremos os palácios do poder na solidão da sua miséria". Eis o chamamento. Zaratustra está aqui. "Estaremos à entrada dos portões ao raiar da aurora". Eis o canto dos pássaros da manhã. Sou louco. Danço contigo, minha rainha. Desafio-vos daqui, ó palácios do poder e dos mercados. É por ser louco que já não vos temo. E hoje é, de novo, o dia triunfal. Nasço aqui, de novo. Os meus pais voltaram a unir-se. São meus a noite e o dia. É noite, ainda. Ouço o cântico dos rios e da lua, como Zaratustra. Mas o dia não tarda. Desta vez, terei mesmo de seguir irredutivelmente a via. Sou louco. Tenho os séculos em mim. Vim para junto das mulheres. Elas dão-me de comer e de beber. E eu posso cantar. Sou louco. Mas não tenho de andar sempre a exibir a minha loucura. Procuro-me nas paredes. Trepo a minha mente. Sou aquele que veio para a glória. Há carros a passar lá fora. "Deixaremos os palácios do poder na solidão da miséria". Deixemos o poder entregue à miséria. Vivamos o dia tiunfal, o Grande Meio-Dia. Dancemos e cantemos na praça. Derrubemos as lojas dos vendilhões, como Jesus. Queimemos o dinheiro. É noite. Ao raiar da aurora estaremos à entrada dos portões. Não quero dormir. Dionisos afaga-me os cabelos. Afasto-me dos agentes da ordem. Os miúdos berram. Por enquanto aqui ainda não partem montras. Desprezo tudo quanto é contrário à vida. É noite. Mas o dia não tarda.

POETAS ABJECCIONISTAS


Alguns poetas fazem questão de não elidir as entranhas da poesia nos poemas que publicam. Poetas viscerais, apresentam-se ao mundo como um eco dos infernos de onde (também) brotam os poemas. Não tendo nada a esconder, mostram tudo. Ou assim parece. Pois, por vezes, esse tudo esconde ainda uma literatura, como outra qualquer, com a sua história e a sua tradição. Falar de abjeccionismo é apenas uma forma de enquadrar academicamente tais poetas, por si só não enquadráveis, resistentes, como a rocha à força das marés, a qualquer tipo de academismo que esvazie esta poesia dos seus intentos mais directos: viver em conflito com todo e qualquer sistema de valores que tente impor-se pela repulsa do desejo. Em tempos, foram estes poetas considerados heréticos, blasfemos, pervertidos, heterodoxos, malditos, marginais, abjectos, etc. Mas é importante entender que, hoje em dia, estar à margem é também estar dentro, ainda que possa ser não estar com. É estar dentro de um universo cultural que vive e alimenta-se dos cultos, um universo que é já ele próprio a margem de um tecido social indiferente a tudo o que sejam poesia, literatura, arte, em suma cultura. O que temos hoje é um mundo que olha todo aquele que escreve poesia, seja que poesia for, da mesma forma que olha os marginais, os chamados inúteis, pois escrever poesia, mais ainda lê-la, já não é senão um acto de excepção. Fica o sentimento, no caso português, de um desconforto a reter mais pelo que manifesta do que pelo que pretende. Pois se em tempos os poetas podiam dar-se ao luxo de ambicionar a dinamitação das barreiras literárias, isso era porque as barreiras existiam. Legitimados por essa existência, tais poetas ameaçavam os paradigmas com uma força que lhes era inerente porque reconhecida. Hoje, podem apenas limitar-se à manifestação do seu desconforto. A força que têm é nula, as barreiras foram derrubadas, o mais que pode ser feito é impedir que voltem a ser erguidas. O espectáculo está circunscrito, com sorte, a uma, duas ou três centenas de curiosos, muitos deles também artistas neste circo que é o de quem escreve e o de quem lê poesia. Penso em poetas como A. Dasilva O., A. Pedro Ribeiro ou, o mais novo dos três, Vítor Vicente.

HENRIQUE MANUEL BENTO FIALHO

Friday, December 24, 2010

ANTI-NATO


A Cimeira da NATO, realizada nos dias 19 e 20 de Novembro em Lisboa, poucos dias antes da Greve Geral de 24 de Novembro, foi objecto de um conjunto de acções e manifestações de protesto, contra os quais foi mobilizado um conjunto inédito de meios policiais. A contestação contra a NATO e a guerra ficou claramente marcada pela divisão entre o protesto "autorizado" e "não autorizado" e pela separação preventiva entre meios de protesto ditos "violentos" e "não-violentos".

Para além do conjunto de acções e pequenas manifestações que decorreram sobretudo entre o dia 18 e o dia 21, destacamos dois protestos que tiveram lugar no dia 20.
Um destes protestos foi a acção levada a cabo na manhã de dia 20 nas imediações do Parque das Nações, na qual várias dezenas de activistas bloquearam durante algum tempo, com os próprios corpos, uma das vias de acesso ao local de realização da cimeira. Em resultado desta acção foram detidas 42 pessoas, que foram levadas para o tribunal de alta-segurança de Monsanto, situado num local isolado e afastado do centro de Lisboa, onde permaneceram largas horas sem direito a falarem com um advogado.

Outro protesto, que destacamos, foi a manifestação realizada durante a tarde na Avenida da Liberdade, no centro de Lisboa, na qual terão participado cerca de 30 mil pessoas. Esta manifestação, "autorizada", foi convocada pela plataforma "Paz Sim, NATO Não", composta por cerca de 100 organizações com predominância do Partido Comunista Português e de sindicatos da CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses). Para o mesmo local e hora foi lançada uma convocatória da Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO (PAGAN), responsável pela organização, entre outras iniciativas, de uma contra-cimeira no Liceu Camões. As cerca de 500 pessoas que acudiram a esta convocatória, "não autorizada", foram tratadas pelas autoridades e pelo serviço de ordem da manifestação "autorizada" como um perigo público, isoladas do resto da manifestação e cercadas por três linhas de polícias do Corpo de Intervenção, que impediram, ao longo do percurso, que qualquer pessoa entrasse ou saísse do quadrado a que estavam confinadas.


A repressão sobre as acções realizadas neste dia foi o culminar de uma estratégia repressiva desenvolvida pelas autoridades e implementada com meses de antecedência para prevenir o protesto autónomo e "não autorizado". Um aspecto essencial da estratégia policial para dissuasão do protesto consistiu na desinformação dirigida à população em geral e às várias forças que se vinham mobilizando para a organização de protestos contra a NATO.

Por um lado, pretendeu-se criar um ambiente propício à legitimação dos tremendos gastos em meios de repressão. A ampliação sensacionalista da ameaça de protestos violentos começou a ser propagada com meses de antecedência (iniciando-se com a manchete na capa do Diário de Notícias de 5 de Junho: "Cimeira da NATO em Lisboa alvo da Al-Qaeda e de anarquistas"). A quantidade de notícias falsas foi aumentando à medida que se aproximavam as datas da Cimeira, abrangendo praticamente todos os órgãos de comunicação social. Chegou a altura em que, para dar mais credibilidade e sensacionalismo à ameaça de distúrbios durante a cimeira, não bastavam já os "anarquistas residentes", e foi necessário criar o mito de que hordas estrangeiras de desordeiros violentos, anarquistas do "black bloc", se preparavam para acudir aos milhares a Lisboa com o objectivo de não deixar pedra sobre pedra. Não deixa de ser importante constatar que, se é certo que parte das notícias se deveram certamente à imaginação jornalística e à repetição acrítica das mentiras veiculadas, a existência de fontes policiais raramente foi referida, não havendo, com a excepção do presidente do OSCOT (Observatório da Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo) José Manuel Anes, quem assumisse a responsabilidade pelas informações.

Por outro lado, pretendeu-se provocar a divisão entre os contestatários à cimeira da NATO, através da separação entre manifestantes "pacíficos" e "violentos". E também aqui as autoridades foram bem sucedidas. A plataforma "Paz Sim, NATO Não", que convocou a manifestação realizada no centro de Lisboa, ao longo da Avenida da Liberdade, veio a assumir claramente esta distinção, aproveitando-se mesmo dela para evitar perder o protagonismo no protesto contra a NATO. No início da manifestação, no Marquês de Pombal, o serviço de ordem da manifestação colaborou com o Corpo de Intervenção na tarefa de apontar e isolar os elementos não desejados na manifestação, entre os quais a PAGAN e os anarquistas, mas também muitas outras pessoas que desejavam integrar um bloco autónomo nesta manifestação.

Mas é importante salientar que a própria PAGAN, que pretendia representar uma alternativa apartidária de protesto anti-militarista, não se isentou deste perigo de divisão vindo mesmo a morder o isco lançado pelas autoridades e pelos media. Em sucessivos comunicados e declarações aos media, antes e durante os protestos contra a Cimeira da NATO, a PAGAN e alguns dos seus membros, esforçaram-se por veicular a mensagem de que apenas realizariam protestos "pacíficos", chegando mesmo a afirmar que pretendiam "demonstrar que é possível protestar através de meios pacíficos". Aceitando a falsa distinção entre métodos "violentos" e "não violentos" de protesto, estes activistas acabaram por contribuir, também eles, para legitimar o monopólio estatal da violência e toda a repressão preventiva que que se abateu sobre o protesto não enquadrado políticamente, uma repressão que, apesar de inédita, poderia ter assumido contornos bem mais violentos. Em vésperas de greve geral, em nada se contribuiu, com estas declarações, para desmascarar a hipocrisia dos mercenários do Estado, que sob a capa da lei e da ordem pública estão sempre prontos a derramar sangue, bem presente nas palavras de Magina da Silva, chefe da Unidade Especial de Polícia, que, quando questionado por jornalistas sobre se a polícia estaria disposta a utilizar a violência contra os manifestantes, replicou que "não se pode falar de violência quando se trata da actuação da polícia, pois a polícia limita-se a utilizar a força pública para repor a ordem".


AIT-Secção Portuguesa / Núcleo de Lisboa

AI, ANÍBAL


E lá vão mais 500 milhões de euros, se a pretensão da Administração do banco BPN for atendida pelo governo, como parece e tudo indica…
500 euros é quanto o contribuinte português já injectou indirectamente nos cofres deste banco, onde os seus anteriores e principais dirigentes são arguidos num mega-processo,..acusados de roubo…
Banco aonde um dos accionistas é nem mais nem menos o actual inquilino de Belém…que ganhou já uns milhares e milhares de euros no seu investimento muito pardacento e suspeito…
O BPN é um banco que tem como maioritários sócios gradas figuras do actual regime democrático de pacotilha…
Este banco foi nacionalizado, e desde então este governo enfiou nos seus cofres milhões de euros…e desde então tentou vendê-lo…os “mercados” estão fadados a este negócio…
Entretanto a oposição no seu conjunto “exige” explicações…que inquirições serão mais necessárias???
É mesmo fartar vilanagem!!!

http://lutapopularonline.blogspot.com

Saturday, December 18, 2010

CABRÕES DE MERDA

A Segurança Social cortou 15 por cento dos 67.927 Subsídios Sociais de Desemprego, na sequência do processo de reavaliação destas prestações sociais não contributivas, revelou o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques.
A partir deste ano a entrega da prova de rendimentos passou a ser feita através da Segurança Social Directa


No balanço dos resultados de uma avaliação de rendimentos dos beneficiários, Pedro Marques afirmou que “não se trata de ficar satisfeito por cortar, trata-se do dever de cumprir uma legislação que é preferível a fazer cortes cegos nas prestações de natureza não contributiva”.

A reavaliação das prestações de Subsídio Social de Desemprego e de Rendimento Social de Inserção foi feita nos beneficiários que já efectuaram a prova de condição de recursos, medida que entrou em vigor a 1 de Agosto. Segundo Pedro Marques, esta reavaliação foi também conseguida através do cruzamento integral de dados com o Ministério das Finanças incluindo assim rendimentos de trabalho, capitais e de património imobiliário.

O resultado do processo de reavaliação concretizado no processamento de Dezembro de 2010 abrangeu um universo de 67.927 prestações em curso tendo originado a cessação de 10.291 prestações, o que corresponde a 15 por cento do Subsídio Social de Desemprego. Em termos de despesa, segundo o secretário de Estado, este processo teve um impacto de 3,6 milhões de euros no mês de Dezembro, estimando o Ministério do Trabalho e da Segurança Social um impacto na despesa na ordem dos 33 milhões de euros nos anos seguintes.

Já no que respeita ao Rendimento Social de Inserção, o processo de reavaliação doas prestações de rendimento social de inserção abrangeu um universo de 127.478 requerimentos. Em termos globais, o processo originou a cessão de 8.321 prestações, o que corresponde a 6,5 por cento das prestações de Rendimento Social de Inserção. No âmbito deste processo foi também aumentado o valor pecuniário de 10.994 prestações e diminuído de outras 34.443.

Segundo o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, este processo de reavaliação teve um impacto de 1,7 milhões de euros no mês de Dezembro, estimando o Governo um impacto na despesa na ordem dos 20,4 milhões de euros em 2011. “A aplicação desta legislação permite cumprir o orçamento da Segurança Social em 2010 e ter confiança no cumprimento em 2011”, disse o responsável, adiantando que estas medidas permitem uma poupança de 200 milhões de euros.

Prova de rendimentos

Mais de 800 mil beneficiários de prestações sociais já efectuaram a prova de rendimentos, um procedimento obrigatório até ao final do ano, sob pena de suspensão dos pagamentos. Pedro Marques apelou a todos os beneficiários que ainda não fizeram este procedimento obrigatório para que o efectuem até ao fim de 2010, sob pena de perderem os apoios sociais. “A prova de recurso é uma obrigação legal e tem de ser cumprida até ao final do ano porque temos a obrigação de garantir que os recursos são para quem mais precisa”, disse.

O governante frisou que a não apresentação desta prova extraordinária implica a suspensão de prestações sociais que, para algumas famílias, são essenciais. “Temos feito tudo para que as pessoas compreendam que têm de fazer a prova de condição de recursos e que têm de o fazer até ao final do ano”, disse.

A partir deste ano a entrega da prova de rendimentos passou a ser feita através da Segurança Social Directa, tendo o governo garantido medidas de apoio para ajudar os beneficiários na realização do novo procedimento. Esta prova de rendimentos é necessária para os utilizadores do rendimento social de inserção, subsídio social de desemprego ou abono de família. A prova de Condição de Recurso poderá ser efectuada pelo próprio beneficiário, nas Lojas do Cidadão (desde que apetrechada com quiosque de acesso à Segurança Social Directa) ou em qualquer Serviço de Atendimento da Segurança Social.

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Comentário + votadoNão é crime, são os mercados
Os paraísos fiscais, mais conhecidos como ‘offshores', estão entre os principais destinos ...

Anónimo
18.12.2010 12:38

Comentários
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Victor Ferreira . 18.12.2010 12:39
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em vez de
deviam era se preoocupar com o que eles próprios andam a roubar ao povo..cambada de gatunos.. e o povo cala e ainda consente, com o meu voto não vai para lá mais nenhum para roubar..ja que o povo nao se manifesta que ao menos os mande votar a eles uns aos outros...

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Anónimo . 18.12.2010 12:38
Via PÚBLICO
Não é crime, são os mercados
Os paraísos fiscais, mais conhecidos como ‘offshores', estão entre os principais destinos do dinheiro dos bancos nacionais. De acordo com os dados divulgados pelo Banco Internacional de Pagamentos (BIS), as instituições financeiras portuguesas concederam um montante total de 151 mil milhões de dólares em empréstimos a agentes económicos mundiais, dos quais 10,7 mil milhões foram para países ‘offshore'.Feitas as contas, este valor representa 7% do montante total e coloca Portugal no primeiro lugar dos países da zona euro que mais dinheiro emprestou a ‘offshores' e na segunda posição entre os 27 da União Europeia. ONDE ESTÃO ESTES CRUZAMENTOS?

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J.Machado , Lisboa. 18.12.2010 12:33
É mais fácil controlar as falcatruas da miséria...
Até dá gosto ler os verdadeiros defensores do estado. Patético!É mais fácil controlar as falcatruas da miséria do que os roubos da riqueza, não é?J.Machado

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Luis , Porto. 18.12.2010 12:32
Malandros
Pena não terem também cruzado os dados do BPN cujos prejuízos já vaõ em quase do deficit deste ano. Para além de um ERRO SISTÉMICO deve haver um IF qualquer nestes programas de cruzamento IF é pobre leva-se à fome IF é rico leva-se um bónus. Uau

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Anónimo , Lisboa, Portugal. 18.12.2010 12:10
Ladrões violentos pagos pelo Estado
"Depois de uma juíza do Tribunal de Almeirim ter ontem decidido deixá-los a todos à solta – mesmo com os crimes de roubo, sequestro e incêndio, uma vez que no final da noite até lançaram fogo ao carro da vítima – continuam a viver à custa do Rendimento Social de Inserção". Fonte: Correio da Manhã, 27/8/2009

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Anónimo , Lisboa, Portugal. 18.12.2010 12:09
Ladrões violentos pagos pelo Estado
"A viagem sozinho a Fátima corria bem até que, de noite, ‘António’ decidiu parar só para tentar comer qualquer coisa. Voltou com um hamburguer ao carro e, sentado ao volante, mal se distraiu já tinha uma pistola e facas apontadas à cabeça. Acabou sequestrado hora e meia pelos quatro homens que, enquanto roubaram o que puderam do seu multibanco, ainda o espancaram e fecharam-no dentro da mala do carro. A Polícia Judiciária já apanhou três, mas uma juíza libertou-os. E continuam a viver do Rendimento Social de Inserção. De resto, há muito que conciliam os enormes rendimentos no mundo do crime com uma vida recheada de subsídios à custa do Estado – que vai pagando sempre, apesar dos longos registos criminais por roubo, furto e tráfico de droga. Um deles até já cumpriu duas penas de prisão por vários crimes violentos". Fonte: Correio da Manhã, 27/8/2009

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José da Póvoa , Póvoa. 18.12.2010 12:06
Cruzamento de dados
Acho muito bem. Mas para quando o cruzamento de dados de ricaços "insuspeitos", como por exemplo o "amigo" Dias Loureiro?

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Anónimo , Lisboa, Portugal. 18.12.2010 11:57
Recebiam RSI e traficavam armas
"PSP deteve 13 pessoas em bairros problemáticos e apreendeu 16 armas. Maioria deles recebia o 'rendimento mínimo'.O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP deteve 13 pessoas pelo crime de tráfico de armas, apreendendo 16 armas de fogo e cerca de 38 mil euros. Segundo a PSP, os suspeitos têm entre 17 e 70 anos e dois deles são mulheres, e a maioria deles recebia o Rendimento Social de Inserção (RSI), apesar de alguns já possuírem antecedentes criminais". Fonte: inverbis.net 05-Jun-2010

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Anónimo , Lisboa, Portugal. 18.12.2010 11:56
Família no crime paga pelo Estado
"Um casal e a filha, que vivem na Portela de Carnaxide, em Oeiras, em dois apartamentos com bons acabamentos e repletos de artigos de luxo, mas todos eles beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI), pago pelos contribuintes, foram anteontem detidos pela PSP por gerirem uma fábrica de contrafacção de CD e DVD, que abastecia todos os mercados da Grande Lisboa. Os três, como outro detido a eles ligado e a quem a Segurança Social também atribui o RSI, já tinham sido duas vezes condenados e voltam sempre ao crime". Fonte: Correio da Manhã, 26/6/2010

www.publico.clix.pt

Friday, December 17, 2010

GREVE GERAL NA GRÉCIA

Que se pensará fazer por aqui, depois das "medidas" de hoje??
Continuar as compras de natal?
Que segredo terão os gregos para fazerem manifs em dia de greve geral? É que em Portugal no dia 24 só o pessoal mais à esquerda e não ligado a partidos é que se manifestou. Os outros ficaram em casa a contar os ... 3 milhões de grevistas(?)


Grécia paralisada pela oitava Greve Geral
A Grécia esteve paralisada nesta quarta feira, pela oitava greve geral realizada este ano pelos trabalhadores gregos. O protesto integra-se na Jornada de Acção Europeia convocada pela CES. No final de manifestação em Atenas, a polícia carregou violentamente sobre manifestantes.
Artigo | 15 Dezembro, 2010 - 18:39

Polícia grega agride manifestantes – Foto de Orestis Panagiotou/EPA/Lusa
A greve geral de 24 horas convocada para esta quarta feira paralisou a Grécia, com grande impacto nos transportes aéreos, marítimos e ferroviários. Esta foi a oitava greve geral de 2010 e teve como objectivo protestar contra o pacote de austeridade e contra duas novas alterações à legislação do trabalho aprovadas na noite de terça feira, num debate de urgência pelo parlamento grego.

Estas duas medidas foram impostas pelo FMI e pela União Europeia. Uma prevê um corte salarial de 10 a 25% nas empresas públicas deficitárias, nomeadamente caminhos de ferro, transportes públicos e televisão pública. A outra desvaloriza a contratação colectiva e dá prioridade aos acordos de empresa, abrindo a possibilidade de assim alterar tabelas salariais, autorizando baixas de salários até ao nível do salário mínimo.

Além dos transportes públicos, a greve teve elevados níveis de adesão nas escolas, hospitais e restante sector da saúde, tribunais, bancos, correios e sector da electricidade. A greve foi também convocada por farmacêuticos e engenheiros civis. A Grécia está também sem informação, devido à adesão dos jornalistas à Greve Geral, que foi antecedida de diversas paralisações de curta duração nos transportes, nos últimos dois dias.

Antes da paralisação, Ilias Iliopoulos, secretário geral da central sindical dos funcionários públicos, ADEDY, advertiu o Governo que irão haver novas mobilizações durante o Natal e declarou: “Necessitamos enviar ao Governo a mensagem de que não aceitaremos medidas que só nos levam à pobreza e ao desemprego. Não nos renderemos!”

Em Atenas uma manifestação juntou milhares de pessoas. No final do protesto, junto ao parlamento grego, um grupo de manifestantes insultou, com gritos de “ladrões”, e agrediu o ex-ministro dos transportes do governo de direita e ex-comissário europeu Costis Hatzidakis, quando se cruzou com ele numa das ruas do centro de Atenas. A polícia interveio violentamente e usou gás lacrimogéneo para dispersar as pessoas que estavam concentradas junto ao parlamento. Grupos de jovens enfrentaram a polícia e lançaram cocktails molotov, incendiando um piso do ministério das Finanças, automóveis e motos.

Além da Greve Geral na Grécia, nesta quarta feira realizaram-se também concentrações de protesto contra as medidas de austeridade em França, Bélgica, Luxemburgo e Espanha integradas na Jornada de Acção convocada pela Confederação Europeia dos Sindicatos (CES), para exigir aos governos que não desmantelem mais a Europa Social.




esquerda.net

Thursday, December 16, 2010

PODIA ESCREVER-TE UM POEMA


PODIA ESCREVER-TE UM POEMA

Podia escrever-te um poema
Enquanto tiras os cafés
e mexes nos bolos
Podia escrever-te um poema
Porque és linda
Mesmo quando trabalhas
E acendes a confeitaria

Podia escrever-te um poema
Porque estou louco
E não tenho limites
E tudo quanto escrevo
Vem da alma
E a alma dança
Porque tu a fazes dançar

Podia escrever-te um poema
Porque já nada tenho a perder
Roma e Atenas
Explodem no meu coração
E os gritos da rua
São a minha canção

Podia escrever-te um poema
Porque, depois de tantos anos,
Tenho razão.

ILUMINAÇÃO


ILUMINAÇÃO

É de novo madrugada. E escrevo. Ao som dos Led Zeppelin. Não sei o que passa comigo. Será o Graal? Será o Quinto Império? Será o Jesus do padre Mário? Há várias noites seguidas que não prego olho. A música dos Zeppelin em vez de me fazer adormecer põe-me em cima. Apetece-me berrar. Acordar a aldeia toda. Despertá-los da vidinha e do trabalhinho de todos os dias. Bem era preciso um abanão desses. A ver se esta gente ACORDA. Dormem. Estão todos mortos e eu aqui cheio de pedal. ACOOOOOOOOOOOOOORDEM! Um desses berros à Jim Morrison. Para despertar as consciências. Para os fazer ver a vidinha estúpida e fútil que levam. Casa-trabalho-família e pouco mais. Estais mortos! Comunicais mortos. Amais mortos. Assim permanecereis por mil anos até ao romper do feitiço. Escrevi isto há muitos anos. E está cinco estrelas. E é a verdade. Estais mesmo mortos. Viveis mortos. A vossa vida não tem sentido. Por quanto mais tempo deixareis que vos enterrem a cara na merda? Por quanto mais tempo permanecereis mortos? Não escutais o amor, não vedes o Graal, como eu? Porque não me seguis? Porque tendes medo da liberdade? Porque não me acompanhais? Porque não sois como eu? Será que sou feito de matéria diferente? Será que já estive morto e voltei à vida? Será que sou o cavaleiro do Graal? Porque é que tenho iluminações? Alucinações? Delírios? Mas é tão bom ser irmão dos deuses. É tão bom partilhar com os meus companheiros a Boa Nova. É tão bom ser humano. Não pensar nas coisas em que os outros passam a vida a pensar. É tão bom conseguir passar a mensagem. Conciliar Jesus com Zaratustra e com Artur. Esta noite renasço. Definitivamente, renasço. Não mais mesquinhez, não mais inveja, não mais rivalidades. Sou o rei que procura. Sou o poeta do bem e da eternidade. Estas palavras não são minhas: são-me ditadas por alguém que desconheço. Estou iluminado pelos deuses, como dizia Platão. E que importa dormir se estou às portas do paraíso? Que importa dormir se me estou a encontrar, a tornar-me naquilo que sou, como dizia Nietzsche. Era bom que este estado fosse eterno, que nunca mais voltasse à terra da bruma e da desolação. Mas eu tenho de regressar, de descer da montanha, de ir ter com a populaça ao mercado. Porque é o mercado que comanda tudo. E eu odeio o mercado e por isso tenho de o combater. Estou do lado da Vida.